Há algum jeito de ter meu Drive no gerenciador de arquivos "igual" no Windows?

Olá pessoal, eu utilizo meu Obsidian e minhas IDEs sincronizadas através do Google Drive, no Windows, meu drive aparece dentro do Files Explores, como faço isso no Linux? eu estou usando a última versão do Pop!_Os Cosmic.

Seria isso?

opa meu brother, é isso mesmo, só não sei se funciona no Pop, amanhã vou testar, meu notebook ta descarregado, mas brigadão ai pela resposta, tmj

Acho que no gnome mais recente saiu o suporte do drive

Eu uso um programa chamado Expandrive e ele é compatível com Google Drive e adiciona um atalho no explorador de arquivos.

No Linux utilizamos uma coisa chamada “Symbolic Link” (ou link simbólico), que é uma especie de ligação da pasta A para a pasta B

Por outro lado, dá imenso jeito ter partições montadas logo ao fazer o boot e isso pode ser configurado fácilmente no fstab

Olha eu vou ser sincero, se é algo que vc precisa para trabalho eu (no seu lugar) consideraria comprar o insync.

pq pagar se existem as opções gratuitas? elas são ruins?

Particularmente EU não conheço nenhuma opção a altura em questão de confiabilidade, features e qualidade se comparado a insync. Inclusive se vc conhece peço que me informe, pois poderei recomendar a um amigo. Na questão do Insync acredito que valha a pena por ser apenas um pagamento único e não uma assinatura. Eu não sei se EU confiaria dados particulares em aplicações gratuitas não oficiais que vão tratar meus dados em nuvem.

Boa tarde,

Eu cheguei a utilizar o insync quando ainda era gratuito, agora pelos vistos é pago

após um pouco de pesquisa, sugerem esse tal rclone

Antes que o tópico seja fechado de vez, deixo alguns comentários e alertas para quem acessar futuramente esse tópico em busca de orientação a respeito do assunto:

  1. Como dito acima, o “Gnome Online Accounts” (pelo menos antes do Gnome 50) é uma maneira simples e rápida de incluir o Google Drive no gerenciador de arquivos do Linux. ENTRETANTO, um grande alerta: qualquer arquivo que for deletado através do gerenciador de arquivos local na árvore criada pelo Online Accounts, será deletado permanentemente - ele é INCAPAZ de enviar arquivos para a lixeira, seja a Lixeira da nuvem (no Google Drive), seja a lixeira do gerenciador de arquivos local;
  2. O Rclone é uma “solução” gratuita avançada para a mesma finalidade, mas também tem alguns “poréns”: (i) O acesso ao Google Drive requer uma client_id, sendo possível usar a client_id compartilhada, a qual será extinta em 2026, ou gerar uma client_id individual no console de desenvolvedor do Google Gloud (https://console.cloud.google.com), o que tomará algum tempo para ler as instruções fornecidas pelo mantenedor do rclone (ver https://rclone.org/drive/). (ii) O rclone tem diferentes comandos para copiar ou sincronizar os arquivos na nuvem com os arquivos locais. Usualmente não há sincronização “em tempo real” como ocorre com o aplicativo nativo do Google Drive para outras plataformas, sendo necessário realizar uma cópia unidirecional ou uma sincronização uni- ou bidirecional de forma intermitente para espelhar ou sincronizar os arquivos remotos com os locais. O uso da sincronização bidirecional (“bisync”) requer conhecimento técnico avançado das diversas opções, e a opção “–resync” deve ser utlizada apenas NA PRIMEIRA VEZ em que o comando “rclone bisync” é executado, pois fará com que o armazenamento local e remoto tenham exatamente as mesmas pastas e arquivos. Caso a opção “–resync” não seja removida do comando nas execuções subsequentes, será impossível deletar arquivos, pois eles serão automaticamente recriados a partir do outro armazenamento durante a sincronização bidirecional. Além disso é preciso estabelecer critérios para a resolução de conflitos entre arquivos locais e na nuvem, configurando diversas opções no comando rclone. (iii) Existe também a opção “rclone mount” que fara a montagem do Google Drive numa pasta local. Ele funcionará perfeitamente, inclusive enviando corretamente arquivos para a lixeira ao invés de apagá-los definitivamente. Entretanto, na versão mais recente que testei do rclone (1.75.0) os “Google Docs” não são importados corretamente através do “rclone mount” como documentos microsoft ou libreoffice, ao clicar neles é aberto um arquivo vazio (com zero bytes), a melhor forma neste caso é acrescentar a opção “–drive-export-formats desktop” ao comando rclone para criar um arquivo *.desktop para os Gdocs, assim ao clicar no nome de um destes documentos Google no gerenciador de arquivos, ele será aberto online, através de um browser, no respectivo aplicativo Google.
  3. O rclone “mount” por padrão não faz uma cópia completa da nuvem de arquivos no armazenamento local, ele apenas exibe a árvore de arquivos, deixando para fazer o download do seu conteúdo apenas quando houver uma tentativa de acessá-los (clicando no arquivo ou outra ação local). Possivelmente configurar o cache local pode reduzir a latência de acesso aos arquivos, mantendo-os em cache.
  4. O aplicativo de interface gráfica Rclone Browser é uma opção para quem não quiser criar um ponto de montagem para o rclone mount sem recorrer muito a comandos de terminal, mas está há bastante tempo sem ser atualizado e desconhece o a função “bisync” do Rclone.