Governo BR abrindo cofre público pra Microsoft e desperdiçando dinheiro do contribuinte

Nesse caso explicar uma bastava:

Esses núcleos requerem profissionais capacitados para ao menos se ter um treinamento intensivo, via de regra isso teria que ser prestado por uma unica entidade capaz de atuar no Brasil inteiro… De onde viria esse pessoal para dar a capacitação?

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Interessante, poderia utilizar esse mesmo núcleo para desenvolver ferramentas de gestão centralizado já que praticamente prefeituras e estados tem o seu, isso pelo menos agiliza cadastro, consultas, integração con outros servições como SUS, FIES…

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Migrar dá trabalho e é caro. Capacitar dá trabalho e é caro. Mas desenvolver a exploração e a produção brasileiras de petróleo no mar implicou isso. Formar o corpo universitário e científico nacional também. Levar adiante o aproveitamento agrícola do solo do Cerrado também. Etcétera.

O que importa é perceber que dados e infraestrutura de dados em código aberto são vantagem estratégica, e fazer acontecer.

É trabalho muito cuidadoso, de longo prazo, de formiguinha. Do tipo que é iniciado e mantido por quem pensa grande.

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Funcionários totalmente alheios ao sistema. Aqui vai um diálogo real com duas pessoas com um certo grau de instrução (nível superior)

— Qual a versão de Windows que tem lá no computador que você usa?
— É o Microsoft Office
— Não, esse é um programa de escritório. Eu digo o sistema operacional. No iniciar é uma bandeirinha, uma bolinha colorida ou um botão verde escrito “iniciar”?
— Eu não sei. Não presto atenção.

Outro pequeno, grande, problema: “articulação política”

Imagine uma pessoa que levou, digamos, um longo tempo para poder se adaptar e até mesmo construir um programinha ou uma planilha para fazer determinada tarefa. Se você vem com outra coisa, fazendo com que ela tenha que ter mais trabalho, pode ter certeza que ela vai fazer de tudo para tentar “sabotar” essa novidade.

Fora os problemas técnicos de migrar um monte de coisa, garantir uma retrocompatibilidade, etc.

Não é fácil, é uma tarefa colossal, mas creio que seja possível e até mesmo necessário.

Acredito que, como todo o projeto inovador, deve existir um projeto piloto. Apenas um local, ou pouquíssimos locais do país, profissionais altamente capacitados encabeçariam esses projetos. Ao final eles formariam uma frente de discussão, compartilhando a experiência deles e traçando cenários e o plano de migração.

Novamente, isso não é do dia para a noite. Eu chutaria que 10 anos seria mais do que confortável.

A parte de OpenSource seria apena suma parte de um “Projeto Otimização da Máquina Pública por meio de Digitalização”. As diretrizes dessa seriam: economia, eficiência e transparência da gestão pública. Esses princípios seriam sustentados por forte presença de tecnologia no governo.

Bom, isso é um “sonho” mas quase tudo o que temos hoje, já foi um sonho. Eu estou aqui digitando num tecladinho e levando uma mensagem até você e o incrível disso é que isso saiu de apenas um sonho ou ideia “mirabolante”’ de algum indivíduo no mundo. Executar é possível, basta comprometimento.

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Esqueça universidades ou outros, incentive o surgimento de empresas, que investirão na criação dos sistemas, como também na capacitação dos profissionais. Em outras palavras: gerarão empregos, pagarão impostos, movimentarão a economia local.

Venho de uma família de empreendedores, além de morar em Curitiba e estar constantemente em contato com grandes empresas do setor de TI. Tenho uma noção de quanto é feito investimento em capacitação, que gera salários muito elevados.

Não demonizem a iniciativa privada, como sendo vilã a ser combatida e entregar tudo a iniciativa pública. Meu cunhado tem mercado e por vários anos participou de licitações (+ de 3 prefeitos diferentes), vencendo boa parte delas. Me contou que vira e mexe pediam uma propina, sem contar que já passou 1 ano sem receber pelo que entregava (quando pagaram, não teve 1 centavo de juro).

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O setor privado brasileiro é ridículo.
Adora importar tecnologia.
Nossas universidades públicas e estatais têm uma enormidade de defeitos, muitos sérios, mas sem elas seríamos um país quase zerado em desenvolvimento tecnológico próprio.

Já tivemos empresariado visionário, vide o paulista nós Anos 20 e 30 do século XX. O de hoje é tão fraco que nem sequer esboça reação a nossa desindustrialização galopante.

Quais são as chances de termos uma Canonical BR?

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Brasil tem diversos unicórnios. Ebanx, MadeiraMadeira, PagSeguro, Stone, 99, QuintoAndar, Loggi e muitas outras.
Canonical teve uma receita de 119 milhões de dólares em 2020, ou seja, está longe de ser um Unicórnio.

Se quiser usar Red Hat e Suse, aí sim!

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Não demonizei o privado. Eu sou muito a favor de que privatize um monte de coisas. Mas temos exemplos no mundo. EUA, por exemplo, que universidades podem ser grandes polos incubadores de empresas e de desenvolvimento de maneira geral. É apenas uma questão de cultura.

Vide Stanford, MIT etc.

A iniciativa privada tem o seu papel, mas nesse caso acho que seria mais interessante unir o útil ao agradável para tentar transformar a cultura de algumas universidades.

Tenho apenas algumas ressalvar sobre o setor privado, pelo menos aqui no Brasil: vejo muito pouca vontade de correr risco e inovar e mais vontade de ganhar dinheiro pelo dinheiro. É comum se importar tecnologia e revender por aqui. Isso acho um absurdo. Enquanto não produzirmos tecnologia nacionalmente vamos continuar um país à deriva e nunca enriqueceremos como nação.

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Para o tamanho territorial, a riqueza em recursos, o tamanho da população e o histórico, o Brasil tem um número muito baixo de Unicórnios.

Não é vc :joy: :joy: :joy:

Não tem nem como comparar os EUA com BR. Pensamento deles é radicalmente diferente do nosso.

Mais aqui também, como é o caso da USP.

Desesperadamente, mas na real, precisamos reformular o ensino médio primeiro, pois é quando se matam os sonhos e ensina-se a se formar em uma boa faculdade, conseguir um bom emprego, ou prestar algum concurso, ganhar um bom dinheiro, trabalhar duro, envelhecer e morrer.

Com governo (nas 3 esferas) e suas burrocracias, além da alta carga de impostos.

Pelo motivo anterior.

Como eu disse anteriormente: o q não falta são empecilhos para os empresários e empreendedores BR.

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Não tenho conhecimento de causa para falar. Talvez você consiga mudar a minha visão. Mas quer ter uma ideia de que a coisa aqui é meio sem “motivação” para fazer algo nacional?

Eu comprei uma daquelas mesas elétricas. Sabe o que a empresa fez? Ela pegou meu dinheiro, entrou em contato com algum fornecedor chinês, comprou, embalou e mandou para mim.

Sabe como é feita a mesa? Umas barras de ferro( uma boa armação, mas nada que não se consiga fazer aqui) dois motores de passo e um driver controlador( isso dá para fazer até com Arduíno).

Aí eu pergunto: Será que seria tão difícil os caras se unirem, projetar e executar aqui mesmo no Brasil e vender um produto nacional?

Talvez tenha a questão de que a China é “imbatível” por questão do preço, mas eu ainda aposto que os caras nem chegaram a calcular.

Eu pergunto: será que realmente o país é matador de inovação dessa forma como está no “senso comum” ou somos nós que nos acomodamos e preferimos a solução mais fácil?

É uma grande questão a ser respondida… Acho ainda que isso é algo cultural, projetado nas escolas e forjado nas universidades.

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Realmente, no Brasil se da muita enfase em ensino superior ( me da uma tristeza galera desprezar ensino técnico ) pior que os jovens saem da escola sequer sabendo direito português e matemática, ensino básico o mais importante é o pilar para formação futura, é ridículo professor faculdade tendo que ensinar regra de três, tabuada, como usar um verbo… isso só mostra o como método Paulo Freire anda dando super “SERTU” já esta ai ha anos e parece que nada muda.

Não adianta o Brasil ter o tamanho e os recursos que tem se não gente qualificada para trabalhar com tudo isso, sem contar com a burocracia em abrir uma empresa e mantê-la funcionando, carga tributaria alta, ( infra estrutura ruim por mais que essa pelo menos tenha melhorado), falta de segurança e insegurança jurídica, ( já que aparentemente o Brasil jé comandado por tocados ) picuinhas politicas nossa como tem gene torcendo contra torcendo para o barco afundar, ideias e pensamentos atrasados, corrupção, sem contar que a um grande desejo externo em que o Brasil fique estagnado como um país de terceiro mundo produzindo e vendendo matéria prima barata para o restante do planeta.

Muita coisa precisa ser mudada e vai levar muito tempo para serem consertadas mesmo que as pessoas estejam acordado para a realidade, é uma questão politica/social e geo politica muito extensa e não irei entra em detalhes, mais uma coisa é certa, entra governo e sai governos as velhas hienas sempre vão estar a espreita.

Pode me responder onde no Brasil se aplicou Método Paulo Freire?
Nas redes municipais? Sendo que os municípios, há décadas, são predominantemente governados por partidos ditos “de direita”?
Conheço umas escolas privadas que levam Paulo Freire a sério. Instituições de excelência.
Melhor a gente voltar a falar em TI, Linux…

Certamente, falta cultura de empreendedorismo no Brasil, e valor ao ensino técnico e tecnológico. Mas não tem nada a ver com Paulo Freire, com certeza.

Não foi o Paulo Freire que levou o Gurgel à falência, certo?

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Ensino Publico e Superior principalmente, Brasil ficou a trinta anos 30 governado por partidos de esquerda e no máximo se diziam de centro, mas acho não esta pronto para essa conversa e também não tenho saco e é claro vamos voltar para o tópico principal.


Desisto.

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Na boa, depois dessa ficou inviável prosseguir o diálogo.

Vai precisar dar uma estudada na questão do quanto o BR tem elevadas taxas de impostos nos mais variados níveis. Talvez essas imgs te ajude a compreender:

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Nem um pouco, ainda mais com a criatividade BR.

Acredito que as imgs anterior ajudem a entender essa resposta. Talvez por eu ter sido criado dentro da mercearia do meu pai (1982-1996), tendo mudado, para um mercado (1996-1998), vendo meu pai e cunhado mostrando notas fiscais e explicando o quanto os governos elevavam o valor final, por conta dos impostos, eu consiga compreender melhor.

Por mais que o governo Lula tenha facilitado a abertura de novas empresas, através da redução da burrocracia e de impostos, as coisas não melhoraram tanto assim.
Quem não conhece, basta pesquisar sobre Super Simples (eu sei q já existia o Simples, de 1996), MEI e Lei Geral da micro e pequena empresa.

A época que mais se vendeu computadores e notebooks no país foi durante a vigência do programa Computador para Todos, no qual tinha-se um combo muito interessante: a redução do PIS e Cofins e a proibição de inclusão do Windows e Office (originais), sendo obrigatório a vinda de alguma ReFiSeFuQui.
Uma máquina de 2500,00 - menos 9,5% dos impostos: 2490,50 (ridículo?)
Windows: 800,00 - 1690,50

Quem vendia tudo pirata, ao preço de legalizado teve uma queda de vendas muito grande.

Na verdade é bem simples e é bem provável que o projeto todo seja brasileiro, mas a execução já entra em outro problema, imposto, taxa e contribuição começa na extração da matéria prima, a soma dos impostos que aparece na nota fiscal é só os que reincide no produto final o total é praticamente impossível de ser calculado e isso aumenta muito o preço, o que acaba sendo mais barato importar, já se perguntou porque notebooks e computadores de entrada feitos no Brasil tem o preço de um high end importado?

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