Google vai impedir que outros navegadores usem APIs do Chrome

A Google está reduzindo os privilégios de navegadores baseados em seu motor de base, o Chromium. O sistema de código aberto, que está presente no Microsoft Edge e em outros navegadores, não garantirá acesso a ferramentas criadas especificamente para o Chrome, retirando algumas das APIs disponíveis para trabalho dentro de projetos concorrentes.

De acordo com falas do diretor de engenharia do Google Chrome, Jochen Eisinger, “há ferramentas que devem ser utilizadas somente pela Google”, e até então, elas eram disponibilizadas para outros desenvolvedores através de APIs privadas — que agora terão acesso restrito por padrão.

Ao que tudo indica, a companhia está preocupada que outros navegadores aproveitem as ferramentas criadas para o Google Chrome em seus próprios programas — já que este não é o propósito do código aberto do Chromium, como a própria Google comentou em seu catálogo de APIs.

Começando em 15 de março, o processo levará mais alguns meses para que todas as APIs restritas ao acesso da Google tenham acesso devidamente bloqueados, tempo o suficiente para que desenvolvedores de produtos derivados do Chromium adaptem seus navegadores às novas regras e minimizem o impacto em usabilidade.

Até agora, algumas das APIs que se tornaram exclusivas para uso da Google são as da Chrome Sync; função “Click to Call”, as mesmas mencionadas pelo diretor da companhia; solicitações ao Google Translate e ferramentas de Safe Browsing, a mesma que notifica usuários ao acessar uma página potencialmente maliciosa.

Contenção ou estratégia?

Não se sabe o que levou a Google tomar essa decisão neste momento. Provavelmente, alguma disputa com produtos derivados do Chromium pode ter gerado um distúrbio e resultado na nova estratégia da Google, informações que jamais devem ser divulgadas pela companhia.

Por outro lado, as restrições podem ter sido estabelecidas para garantir que o produto da Google seja diferente dos demais e que conte com funções exclusivas, sem garantir acesso para desenvolvedores de terceiros.

8 Curtidas

Várias distros considerando a remoção do Chromium

Jochen Eisinger, do Google, respondeu que não reverterá sua decisão de banir o suporte de sincronização do Chromium.

Diversas distros estão considerando remover o Chromium de seus repositórios oficiais, como Arch Linux , Fedora , Debian , Slackware (?) , OpenSUSE etc.

6 Curtidas

Me pergunto o que vai acontecer com o projeto ungoogled-chromium agora que o Chromium já vai vir ungoogled de fábrica. Até coisas que não são muita vantagem manter privadas como a lista do Safe Browsing vão ser fechadas agora.

Hello from Firefox! Será? :joy: Brincadeiras a parte, eu usei muito tempo o Chrome mas, depois que aprendi a brincar com os .css do Firefox, acabei trocando o Chrome para o Firefox.

2 Curtidas

e vai afetar todas distros… algumas palavras do mantenedor do Chromium no Fedora https://twitter.com/spotfoss/status/1351624743510827015

4 Curtidas

O Firefox usa recursos próprios eu estou de boa.

2 Curtidas

Por um lado o projeto chromium fica livre em partes da Google, agora por outro uma breve dor de cabeça em certos aspectos
Bom sera que vai ser bom migrar pra outro? Sinceramente não uso firefox nem de graça, mas fora disso sera que esses navegadores igual o Gnome Web vão tomar maior espaço agora?

Deixa eu ver se entendi, distros que prezam pelo FOSS estão reclamando que a Google está removendo APIs cujos métodos são proprietários? Alguém explica aí porque tá difícil entender

1 Curtida

Eu tenho notado uma série de pequenas atitudes do Google nesse sentido, por exemplo, a empresa está impedindo que extensões presentes na Chrome Store sejam instaladas como que nativamente no Edge.

Briga de cachorro grande, ou seja, pancada no Edge! O impacto no Chromium é “fogo amigo”, só pra dizer que a Google não está dando colher de chá para ninguém.

Firefox com seus 3% talvez dobre a participação no mercado hein! Vai pra 6% kkk

1 Curtida

Parece aquela briga entre o Internet Explorer e a Netscape. Só que agora a vantagem está do outro lado.

2 Curtidas

Não é bem isso, eles não podem distribuir o Chrome, então eles distribuíam o Chromium, que era a versão open source.

Com essa mudança, o Chromium fica “inútil”, então não faz sentido ter todo um esforço para manter esse software.

É como se fosse um filme, série, game, remasterizada. Muda os personagens, os gráficos e áudios mas é o mesmo roteiro, história.

2 Curtidas

Ao menos a parte de sync, o pessoal do Vivaldi citou que não usa essa feature.

Good thing we don’t use Google's servers for the Vivaldi browser Sync. 💡
Btw, with us, your sync data is protected with end-to-end encryption and safe from #Google. https://t.co/6LsNKwDlx9

— Vivaldi (@vivaldibrowser) January 20, 2021

O Safe Browsing eu concordo que deva haver uma alternativa a descentralizar isso. Vivaldi e Microsoft como tem servers próprios, podem sair a frente nisso. Situação ruim para o Brave.

1 Curtida

Confesso que não estou surpreso. Google sendo monopolista como toda big tech…
Enfim, vamos ver como isso afetará os outros navegadores :thinking: :v:

2 Curtidas

Galera do Vivaldi está tranquila então, assim como do Firefox.

1 Curtida

Desde meados de Dezembro, o Chromium parece já estar fora dos repositórios do Debian testing.

Entendo que este seja o significado da lista “Obsoletos”, no Synaptic.

Só queria perguntar uma coisa: os devs das distros que estão dizendo que pretendem abandonar o Chromium, perguntaram para os usuários o que acham disso?

Acho que tem duas questões interessantes para mim nessa tomada de decisão.

1 - O Chromium fica ainda mais livre do Google, para quem gostaria de algo nesse sentido, é bacana. Para usar o Chromium em sua totalidade atualmente precisava adicionar codecs e tudo mais, tornando ele o Chrome basicamente. Projetos como o ungoggled-chromium, pode até ser desnecessários, quem sabe.

2 - Dar acesso de login via outros browsers para os seus clientes e não saber como esses browsers tratam esses dados pode ser bem problemático. Talvez navegadores mais populares como o Edge, Vivaldi, em fim, sejam mais confiáveis, mas existem uma infinidade de browsers (especialmente para Windows) que são meio “lado B” na internet, que permitem sincroniza com o Google por conta dessa integração com o Chromium open source, mas que não se pode garantir a segurança.

E claro, isso evita que concorrentes usem os serviços Google como se fosse o browser deles. Isso tem lados bons e ruins para os usuários. Provavelmente existem vários aspectos por trás de fazer isso. Para falar a verdade, me surpreende que a Google não tenha trabalhado dessa forma desde o início, faz pouco sentido trabalhar de outra forma.

6 Curtidas

Embora não queira parecer egoísta a minha resposta, simplesmente gostei dessa notícia do Vivaldi já que é o meu navegador padrão faz algum tempo.

1 Curtida