Fedora Workstation Rawhide + overview F31

Hoje vou dar meu relato sobre o Fedora Workstation Rawhide atualmente como f31 (indo para o f32) e aproveitar para mostrar algumas mudanças.

Atualmente estou usando o Fedora Silverblue Rawhide em meu laptop e no desktop Fedora Workstation em VM (host Fedora Silverblue 30).

O Fedora anunciou no final de 2019 que pretendia tornar o Rawhide mais “estável” (ou usável?) a fim de tornar os lançamentos do Fedora mais confiáveis ainda. Já adianto que o rawhide não é um local para iniciantes, ou que não queiram contribuir relatando bugs. Porém agora com o Silverblue, fica mais fácil testar novas versões do Fedora, sem correr o risco de perder o sistema em algum update, graças ao gerenciamento de atualizações com Ostree. Claro, que isso para quem quer testar no “bare metal” sem fazer duallboot e ao invés de uma VM.

No tempo que testei o f31 reportei bug’s relacionados a libcurl, gnome-software, plasma, systemd(ou SE Linux não tenho certeza) além de ver vários problemas que já tinham sido reportados, nem tudo afeta o uso de tudo no sistema ou de todas pessoas. Mas uma coisa que impressiona é a rapidez e eficiência nas correções, tanto nos bugs mais de baixo e alto nível. Pois é sabido que existem muitos desenvolvedores trabalhando full time (muito pagos pela RedHat) para manter, corrigir, empacotar programas e etc, além de muitos desenvolvedores upstream, principalmente GNOME e suas tecnologias, kernel e centenas de outros…

Agora sobre o GNOME, atualmente na versão 3.33.90, vem com muitas melhorias de desempenho. Honestamente em meu “notebook da xuxa” não notei diferença significativa desde o gnome 3.30, talvez por conta do set de programas que uso (principalmente: firefox, spotify, lollypop, telegram, Qbittorrent, VLC…) ou do hardware (i3 3gen, 6GB DDR3 1333mhz, HD 5.200 rpm).

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Fedora Rawhide em VM[/caption]

Mudanças visuais foram sutis, no tema do shell, alguns ícones e a feature tão esperada no app grid, “arrastar e criar grupos de apps” (como no Android, EndlessOS…). Isto ainda não está completo no momento que estou testando, mas já é possivel criar grupos, mais informações sobre esta feature veja no blog do Georges Stavracas

Como puderam perceber o fundo fica mais escuro ao usar o multitarefas ou lançar o app grid.

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A configuração de background também mudou:

Agora podemos abrir programas com “sudo” no Wayland, como Gparted, GrubCustomizer etc…

A GNOME Software ainda temos o “Habilitar repositórios de programas de terceiros” onde adiciona repositórios do RPMFusion para Driver Nvidia e Steam, repositório do Google Chrome e um Copr para o PyCharm (até o momento nada do Flathub).

Até o momento ainda é preciso ir até o Flathub para adicionar o repositório, mas o Fedora já trás o seu próprio repo flatpak por padrão, porém nenhum flatpak instalado, veja a lista de flatpak’s que você encontrará disponível por padrão no Fedora (também possível verificar via GNOME Software)

Sobre o uso de ram inicial (800mb~) e tempo de boot (13s em VM no SSD) considero ótimo para o que o sistema oferece por padrão, tanto em quantidade de serviços e programas pre carregados, lembrando que o gnome-software sempre fica rodando por em segundo plano, assim como suas atualizações automáticas que são ativadas por default. Também vem com serviços como: abrt para relatar bugs facilmente, firewall, cups, flatpak, fwupd (updates de firmware) entre muitos outros. Lembrando, se você quer um sistema customizado ou mais enxuto, você pode montar da sua maneira com este tutorial, remover/desativar o que você quiser via systemctl (exige cuidado para não quebrar o sistema). O Silverblue também é uma alternativa pois vem mais enxuto que o Workstation.

Set de programas padrão (principais):

Firefox - navegador

Rhythmbox - Player de audio

Vídeos - Player de vídeo

Nautilus - gerenciador de arquivos

GNOME Software - software center

Boxes - Máquinas virtuais

Libre Office - suíte office

Outros utilitários como GNOME Cheese, Clocks, Contacts, Document Scanner, Maps, Calendar, Fotos, Fille Roller etc…

obs: não vem mais com o Evolution ou outro gerenciador de email até o momento.

Concluindo, na minha opinião uma das coisas que poderiam mudar no Workstation é o repositório modular ativo por padrão, pois é geralmente pouco usado, segundo dados do Matthew Miller (líder do Fedora). A adição do Flathub como “repositório de terceiros” (coloco em aspas porque existem desenvolvedores do Fedora além da RedHat que ajuda a manter o Flathub) inclusive já decidiram que pretendem adicionar, é questão de tempo. Também acho que poderiam substituir alguns apps padrão, pela versão em flatpak. Isto pretende se tornar realidade no Silverblue, já que tem foco em flatpak, mas não seria nada mal se também acontecer no Workstation, porém isso depende também da quantidade de apps que o projeto adiciona em seu repositório, quanto mais programas, mais viável será.

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Onde eu posso baixar o Fedora Workstation Rawhide ? não achei no site do Fedora

https://dl.fedoraproject.org/pub/fedora/linux/development/rawhide/Workstation/x86_64/iso/

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Só uma coisa,

Na verdade via update é o jeito mais fácil de se quebrar um sistema OSTree like, já que uma vez que de um jeito simplificado esse é o único mecanismo de quebrar um sistema ostree (apesar de existir outros meios), o Endless OS por exemplo coleciona post sobre o sistema ter quebrado após atualizações