Emacs, mais que um editor de texto

Introdução

Esse post vai tratar do editor de texto Emacs, ele tem sido meu editor de escolha por alguns meses e eu tenho adorado usá-lo, mas chamá-lo de editor de texto seria quase uma injustiça se não fosse uma meia verdade, o Emacs e muito mais que isso, quase um sistema operacional, dependendo do seu caso de uso, ele pode ser qualquer coisa, desde um simples editor de texto, que seria sua feature “flagship”, ate um Tilling Window Manager(algumas features/plugins mais tarde nesse post)

Configuração e Linguagem

Emacs foi escrito em uma linguagem própria, o ELisp, um dos filhos do Lisp, apesar de ainda não ter parado para mexer muito com a linguagem em si, ela aparenta ser uma linguagem muito extensível, já que se trata de Lisp. Suas configurações ficam em ~/.emacs.d/init.el ou ~/.emacs/init.el e seria aqui que você começaria sua aventura para customizar seu Emacs vanilla, mas assim como vim, com o SpaceVim, Emacs tem sua “distros”(uma delas mais tarde nesse post).

Gerenciando Plugins

Bom, existem diversos meios de gerenciar plugins no Emacs(como Package.el, Melpa…), nesse post, exemplificarei com o straight.el(que me pareceu o mais completo), emacs tem milhares, talvez milhões de plugins para fazer todo tipo de coisa, por isso, se você começar a adicionar muitos plugins(o que com certeza você vai fazer), as coisas podem ficar um pouco catastróficas, por isso eu recomendo usar um plugin manager, uma ferramenta para simplificar a adição de plugins, para adicionar um plugin com straight.el, o seguinte codigo seria usado no seu ~/.emacs.d/init.el:

(straight-use-package 'any-plugin)

e então o straight se daria do trabalho de clonar o seu plugin e guardá-lo dentro de uma pasta no seu ~/.doom.d.

Distros do Emacs

Ok, você viu como se configura o emacs, e achou interessante, mas tem traumas com plugins do vim que você esqueceu de guardar, ou quando você criou seu megazord no sublime text e o perdeu 3 dias depois porque o HD com o backup caiu no chão ou sua conta google foi banida, ou simplesmente tem preguiça, não tema, pois emacs tem versões pré-configuradas(e bota pré-configurada nisso), nesse post, como disse anteriormente, falarei do doom emacs:

Uma das melhores distros de emacs que eu conheci nesses últimos tempos, altamente customizável, com dezenas e dezenas de opções de plugins out of the box sem precisar pesquisar por 3 dias e 3 noites um plugin de tabs, uma das melhores opções para começar nesse mundo de emacs(porque ninguém deveria começar com aqueles atalhos padrão), ele tem ate um modo vim para aqueles que se recusam a largar os atalhos(eu incluso).

Plugins(Meus Favoritos)

Dashboard - Uma tela de Bem-Vindo, muito customizavel e Bonita

Vterm - Um mini Termial similar ao do VSCode

Evil Mode - Vim Mode

Doom Themes - Uma colecao incrivel de temas

Company - Uma engine de sugestoes que tem suporte para muitas linguagens

Centaur Tabs - Um sistema de tabs muito customizavel

Minhas Configs

Minhas configurações estariam no github, mas estou aprendendo a mexer com o emacs vanilla, por isso, por enquanto minha configuração esta desatualizada, mas se alguém quiser checar:

(para quem quiser saber como eu gerencio minhas dotfiles, aguarde o próximo post ainda hoje :slight_smile: )

Conclusão

Bom, nao mostrei tudo que eu queria sobre emacs, mas talvez eu traga uma parte 2 sobre o assunto, pois tem muitos pontos que não citei e poderia, mas para alguém conseguir terminar de ler esse post e não dormir lendo, deixa para uma parte 2 mesmo.

Nota do redator:“socorro, estou virando um poser, já instalei o gentoo e agora isso? Devia voltar ao software proprietário o mais rápido possível antes do abismo do github me consumir

(*a propósito, sonho com o dia em que o @Dio vai fazer um vídeo sobre emacs)

Au Revoir

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Tive meu primeiro contato com o emacs logo na minha primeira instalação do Linux (a long time ago) e confesso que foi bem traumática. rsrsrs
Já tentei usá-lo algumas vezes, mas não rolou. Ele é realmente muito poderoso e conheço algumas pessoas (poucas) que não arem mão dele.
Estou testando o Clear Linux desde ontem, e o emacs vem instalado nele. Depois de ler seu post fiquei curioso (mais uma vez) e abri o carinha aqui. É inacreditável como vem coisas nele.

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A minha primeira experiência também foi muito traumática, mas acho q isso se deve a ele vir bem mais cru que o “usuario comum de editores de texto” está acostumado, fora que eu não tenho neurônios o suficiente para usar os atalhos padrões, acho muito estranho, mas estou tentando me acostumar com eles para combinar com evil mode e fazer a combinação suprema hahahha

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