É impossível fazer comparações SEM viés - Cortes do DioCast

Neste episódio do DioCast, nós conversamos sobre como é impossível realizar comparações sem nenhum tipo de viés (e está tudo bem).

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Assim, puxando pro lado das reviews de distribuição, acho que o que o principal ponto é que geralmente não existe com o que comparar, em reviews eu sugeri criar um “Diolinux OS” pra cada interface assim daria pra ver o viés do próprio Dionatan isso ajudaria muito inclusive aos próprios devs a construir sistemas melhores e tornaria o viés tangível. Voltando, por mais que exista o viés e basicamente ninguém realmente liga pra isso, o problema surge quando não é possível entender como e se aquilo faz sentido naquele contexto, por exemplo, os AppIndicators do GNOME, dentro do GNOME faz sentido não existir, mas em uma distro que usa GNOME, faz? Os ícones na barra do XFCE ao contrário dos AppIndicators, no XFCE é impossível sobrepor eles na barra, faz sentido isso ser exigência numa distro que usa XFCE? Por mais que seja possível e até simples ir de encontro com a linha de visão do reviewer concordando com os pontos, a discordância é inevitável por não existir um parâmetro base justificativo, ao longo do tempo vai surgir na cabeça o “espera, mas porque eu realmente concordei ou discordei daquele cara?” e a antipatia é um caminho inevitável, e isso se estende a tudo de software, a Hardware passando por qualquer tipo de gadget passível de analise (sei lá, um clipe de papel), na verdade esse “problema/efeito” ocorre com qualquer coisa recorrente eu citei review porque tem um potencial natural maior de gerar o efeito

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Eu pensei bastante sobre esse ponto de vista que você compartilhou e o que me preocupa um pouco, talvez por ser uma visão recorrente, é que para criticar algo você “deveria” estar fazendo algo similar. Mesmo falando sobre tecnologia, código livre e sistemas operacionais, nós não somos uma empresa de desenvolvimento de sistemas, nosso foco é informação e entretenimento.

Isto posto, nossas análises e observações são bastante pautadas na experiência do usuário e consideram o que foi proposto pela distro como proposta, etc. O escopo dessa discussão, não sei se você ouviu o podcast completo é que, recorrentemente as pessoas tecem opiniões e questionam como o conteúdo é conduzido e como nos posicionamos sobre praticamente tudo. Mas, se formos colocar a sua lógica em prática, estas pessoas deveriam tocar projetos de comunicação e um canal no YouTube para que o feedback delas seja mais tangível e dessa forma possamos ter uma melhor base de comparação?

E eu (nós) estamos tranquilos com isso, o que algumas vezes nos pega é que devido ao alcance, observações como “você só fala de X” ou “você puxa o saco de distro Y” é um viés criado na mente de quem comenta, que como mostramos no episódio (ouvir do minuto 51 em diante) é ilusório. Parte do nosso trabalho como criadores de conteúdo consiste em buscar formas de criticar algo, de forma construtiva e empática.

Há anos não existem “rants” em nosso conteúdo e isso tem um motivo (minuto 8).

Não é dessa forma que queremos chegar nas pessoas, procuramos que nossas críticas sejam ponderadas e entendemos que existem pontos de melhora. Ainda neste episódio, abordamos que o conteúdo do canal mudou ao longo dos anos e também o público que acompanha mudou. E isso é fantástico, porque significa que todos ainda estamos vivos e evoluindo.

:vulcan_salute:

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Sim, mas não foi bem por aí que eu quis dizer, quando du digo Diolinux OS não é uma ISO, tá mais pra uma customização de referência, é ter uma referência tangível, vou dar um exemplo que o próprio canal já fez:

Por mais que o vídeo não tenha algo direto com o que eu disse, é bem próximo a ideia, dá pra entender o ponto de “o KDE Plasma é meio caótico, por isso não dá pra recomendar X distro pra um iniciante”, mas falta algo… Porém se não julgam necessário, quem sou eu pra dizer alguma coisa

Isso é uma extremificação do que eu disse, e pode ser invertida de n jeitos, poderia mas não vou fazer isso, minha resposta é: num processo comunicativo existe um emissor (Diolinux) uma mensagem (conteúdo do vídeo ou podcast) e o receptor (quem ouve a mesma) sendo que o código é irrelevante, quem escuta consegue avaliar quem recebe com base no que recebe de outros emissores, então não é necessário… Se sua mensagem não é tão clara talvez algum formato adicional faça algum bem, mal não faz.


Por fim quero dizer que pelo menos pra mim, os vídeos que possuem alguma referência tangível sobre a linha de expressão (novamente não quero entrar no mérito de “vocês se posicionam sobre tudo”, mas sim no “como vocês fazem isso”) se observar bem existem um leve pico na casa de 10 mil views em média) nas reviews de distros onde possuem uma lógica mais tangível, meu ponto é alguma extensão disso, um exemplo seria uma página no GitHub listando o material e um pequeno show case do que foi abordado, um conteúdo extra… Mas enfim, façam como quiserem, eu não faço parte do Diolinux, é só uma sugestão de quem vê de fora

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O formato e tipo de abordagem dos conteúdos precisa ser diversificado, você, pelo que posso observar aqui do fórum possui um perfil técnico. Mas, existe toda outra gama de leitores/audiência que possuem perfis diferentes. Precisamos balancear os conteúdos para atingir vários públicos.

O calcanhar de Aquiles da comunicação é que não existe como controlar o entendimento do receptor, então, não importa o quanto nosso conteúdo seja pensado, lapidado, azeitado, sempre haverão receptores que farão interpretações próprias. O próprio histórico de comentários dos conteúdos é uma amostra disso.

Esse trecho reforça o ponto anterior que eu citei: o receptor sempre irá interpretar a mensagem de modo particular. O que eu respondi, não foi o que você aparentemente entendeu. E eu não tenho nenhuma forma de corrigir isso, exceto emitindo outra mensagem e repetindo o loop até haver um entendimento.

Dentro da nossa estratégia, que cumpre essa função é o blog.
Estamos passando por uma grande reformulação em estratégia de conteúdo, tem muita coisa sendo planejada e preparada. Em breve, estas mudanças começarão a ser percebidas em nossos canais.

Nós levamos o feedback da comunidade muito a sério, mas, precisamos dosá-lo e ver como se encaixa em uma estratégia de longo prazo. Inclusive, é por isso que toda a equipe do Diolinux é ativa dando feedback em todos os canais onde estamos.

Desde os primórdios do canal o Dio assumiu uma postura de fazer sempre o que ele acreditava ser correto, ainda hoje seguimos neste caminho. Algumas coisas nós ouviremos e já tomaremos uma ação, outras precisam de planejamento e outras realmente não tem com fazermos, porque não se encaixam na filosofia da empresa.

Fico contente que alguns dos conteúdos conversem diretamente com você, assim, como espero continuar conversando com vários outros perfis de pessoas. :slight_smile:

Comunicação em escala é um desafio grande, seguimos buscando aprender as melhores práticas para levar informação ao maior número de pessoas possível.

:vulcan_salute:

É que o modelo blog não funciona bem pra esse tipo de conteúdo

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