Dúvidas sobre distros de mesma origem e aplicações atualizadas

#1

Olá a todos, conheço linux desde 2005 iniciei com Kurumin, mas existem duas dúvidas que sempre me acompanharam durante este tempo.

A Primeira: gostaria de saber a razão porque sempre vejo avisos e pessoas mais experientes recomendando utilizar as versões dos programas disponíveis no repositório da distro e não a mais avançada disponível, digo isso pois, já instalei programas manualmente com versões mais avançadas que a presente no repositório e nunca tive problema, a não ser com algum pacote extra de terceiros (Gimp por exemplo), sempre relatam a questão de possibilidade de incompatibilidade com a distro ou problemas com dependências, mas objetivamente não sei bem o que isso significa :sweat_smile:.

A Segunda: Tem problema de executar algum comando encontrado por exemplo, em algum tutorial pro ubuntu/mint e usar este mesmo comando no deepin? A única preocupação que vejo para essa situação é saber se as distros derivam da mesma base, que no exemplo anterior seria Debian. Digo isso pois, algumas pessoas usam como argumento a popularidade da distro para sua escolha pessoal, dizem que é mais fácil achar soluções numa busca, no entanto, não sei se erroneamente, penso que se existe tanta facilidade para achar soluções para o Ubuntu, as outras distros que tem a mesma origem (Debian) não teriam a mesma facilidade meio que “por tabela”, pois na maioria das vezes vejo que o que distancia mais uma distro da outra é a parte “visual” (front) do sistema. Estaria eu, este jovem padawan, equivocado? :grimacing: :cold_sweat:

Desde já agradeço a atenção de todos.

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#2

Usando pacotes de fora, a chance de você quebrar algo é grande, mas não quer dizer que sempre vai dar errado, na maioria dos casos, funciona.

Sobre os tutoriais, Mint é derivado do Ubuntu, usa o mesmo repositório e o mesmo núcleo de ferramentas básicas, já o Debian, usa um núcleo de ferramentas completamente diferente.

Apesar de terem em comum a maioria dos comandos, alguns pontos cruciais são absurdamente diferentes, ou seja, não dá pra aplicar tutoriais do Ubuntu/Mint no Debian e vice-versa, na maioria dos casos.

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#3

instalação de pacotes de fora da distro pode trazer dependências diferentes e quebrar alguma coisa, tb pode acontecer de vc ñ ter seu sistema atualizado corretamente, e se instalou pra ter uma versão mais recente vai acabar com uma mais antiga depois de um tempo.
Há casos em q se recomenda a instalação de fora, como é o caso do LibreOffice, já q a maioria das distros acaba mexendo em alguma coisa na hora de empacotar, daí eles recomendam sempre baixar do site deles e ñ usar o q vem na distro.
Fora casos assim, é recomendado usar a versão da distro, já q todo o empacotamento é feito pela mesma equipe, tendo em mente um ambiente só, diferente de um pacote genérico q pode ter dependências diferentes.
Comandos encontrados em tutoriais podem servir apenas pra versão de quem está escrevendo e nem mesmo pra mesma distro em outras versões, mas isso pra quem apenas copia e cola e dependendo muito do tipo de comando.
Eu uso Fedora, se encontrar um tutorial q fala de alguma solução usando Ubuntu, eu leio e se for o caso, sigo os passos, sempre adaptando os comandos q se fizerem necessários. Então nem pensaria em trocar de distro por um motivo como esse.
Sobre diferenças entre distros, as diferenças visuais tem mais a ver com as DE’s do q com as distros em si, eu uso o KDE, então a minha ñ parece muito com o Fedora q se vê por aí, mas é e com poucas mudanças do original.
As diferenças estão na arquitetura de pacotes, no tipo deles, ferramentas padrão, principalmente as de configuração de sistema e nem tanto de personalização q vem com as DE’s, algumas vezes de filosofia e objetivos mesmo e coisas do tipo.

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#4

Muito obrigado pelos esclarecimentos, estou tendo uma nova concepção sobre as distros que testava e a que uso atualmente (Mint). Abraços!

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#5

Hoje em dia resolveram esse problema,se quiser usar um app muito mais novo que não tem no repositorio da sua distro hoje existem os pacotes Snap que são arquivos monoliticos de imagens de programas ou seja é um arquivo que,dentro dele tem o aplicativo,juntos de todas as dependencias para que ele rode,e compliados de uma forma “universal” que rode em todas as distros…

Pontos Fortes:
faceis de instalar… (snap install pacote)

Eles são “fechados” ou seja não podem mecher em arquivos de sistema e por isso são mais seguros

Eles resolvem aqueles problemas de conflitos de pacotes que são comuns ao tentar instalar um pacote mais novo tipo “esse app novo precisa desta lib pra rodar mas o outro programa precisa da lib mais antiga” etc…

Pontos Fracos:
Devido a serem um pacote completo,eles são sempre mais pesados que o pacote instalado “normalmente” pois o pacote da distro aproveita as libs que seu sistema ja tem ao invés de baixar tudo de novo

Devido a carregarem tudo de novo na memoria,eles abrem mais lentamente que apps normais com uma margem de 25% mas depois de abertos se comportam exatamente como apps nativos

Existem tambem os flatpacks que tem a mesma ideia mas no meu ponto de vista são mais dificeis de usar…

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#6

os flatpacks tem pouca diferença, mas foram idealizados para distros q usam rpm, então há mais facilidade de usar qdo vc tem uma distro rpm, como é meu caso, onde os gerenciadores de pacotes das principais DE’s os reconhecem e cuidam de sua atualização, por exemplo.

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#7

Lembre sempre que o programa empacotado foi compilado tendo por base determinadas versões de dependências. A incompatibilidade que pode haver se deve à isso.

O pacote espera as respostas de uma versão específica de cada dependência, e estas ainda podem ter recebido alguma modificação realizada pelo empacotador, e portanto não se comportam exatamente como o projetado. As alterações podem ser os chamados patches (que podem ser aplicados por diversas razões como alguma otimização, ou correção de vulnerabilidade que ainda não foi portada para a versão da aplicação e outras), parâmetros de compilação et cetera.

Se fores estudar o funcionamento do Manjaro, perceberás 3 troncos: unstable, testing e stable.
O unstable é sincronizado com os repositórios do tronco stable do Arch Linux (uma série de pacotes do Manjaro são oriundos do Arch) e também recebem pacotes feitos pela equipe do Manjaro, e por isso é o unstable, pois é onde podem ocorrer conflitos, além dos eventuais problemas que passa desapercebidos dos desenvolvedores (pois os pacotes são relativamente novos, e ali não é que os pacotes não foram testados, na verdade ali é o local onde os erros devem se manifestar para que possam ser corrigidos).
Sem continuar o detalhamento, o pessoal do Manjaro sempre alerta, quando percebe algo no sentido em tópicos no fórum, contra realização de “meia atualização”, ou mistura de pacotes de diferentes troncos, pois os pacotes são sempre compilados para ter coerência com o estado atual dos troncos do repositório. E aí já sabem, dependência inconsistente. Dependendo de como a coisa for feita, pode ocorrer nada, ou que simplesmente um programa não funciona como o esperado, ou outras coisas até o sistema não iniciar (se for envolver o init system por exemplo).

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#8

De fato, em relação aos snaps eu já tinha notado a demora para iniciar, mas não sabia que era pela questão de serem pacotes completos, obrigado pela informação.

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#9

Não sei pq tenho um pouco de aversão a distros que utilizam pacotes RPM, apesar de achar o OpenSuse uma distro até amigável, visualmente falando, mas esse envolvimento com grandes corporações apesar de trazer alguns benefícios me deixa com pé atrás. :grimacing:

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#10

Coincidência vc mencionar o manjaro, era a distro que estava pensando em testar no meu dualboot (saindo do virtualbox), pois tenho uma relação de amor e ódio com essa distro, acho fantástico o AUR, mas meu coreção mora nos pacotes .deb :rofl::rofl::rofl:

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#11

A fórmula para evitar uma série de problemas no Manjaro é conferir o anúncio de atualização, além da primeira resposta ao tópico que pode conter alguma informação mais, que é feito todas as vezes que uma atualização nos repositórios é realizada lá no forum.manjaro.org. Assim tu podes fazer uma outra coisa que também é importante, manter o sistema sincronizado com os repositórios.

Vi muitas vezes gente do Manjaro dizendo que uma das premissas da distro é que você tenha disposição para querer entender ao menos alguns detalhes mínimos do funcionamento do sistema. No Manjaro, via de regra, isso é o suficiente para o sistema não quebrar (se tu não fizer uma instalação muito complexa, ou configurações muito exóticas). Dizem que o Manjaro é uma porta de entrada para o Linux como o Arduino é uma porta de entrada para o desenvolvimento em embarcados.

Gosto fica à cargo do freguês, e para iniciantes que não pretendem ler absolutamente nada, somente usar o sistema, talvez o Mint tenha uma proposta melhor.
Mas, realizei nos últimos meses instalações do Manjaro em algumas máquinas, e o utilizo pessoalmente à mais de um ano, sem sombra de problema. Uma pessoa para quem realizei a instalação (Manjaro stable), num computador de mesa com componentes antigos e fraquíssimo, esta usando o Manjaro há meses sem qualquer sombra de problemas também, editando documentos, usando o navegador et cetera.

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#12

Falo pelo Deepin… A distribuição é baseada no Debian; não adianta querer usar caracteríticas do Ubuntu no Deepin - vi muita gente querendo instalar PPA no Deepin (quebrando o sistema) e depois falando que a distribuição não presta.

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#13

Sim isso é verdade e inclusive é uma distro que tem me chamado bastante a atenção, pois tenho observado que a equipe do Deepin tem corrigido muita coisa critica em tempo muito satisfatório, por usar pacotes .deb e ser roalling release é no mínimo tentador dá uma chance a essa distro.

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#14

Prezo bastante pelo design… e confesso que só o Deepin me fez migrar para o Linux. Até mesmo a suíte office (LibreOffice) até pouco tempo atrás, tinha um visual terrível… de Microsoft Office 98.

Tô vendo que as distribuição estão de ligando, e prestando atenção no visual… Ubuntu melhorou muito do que era… Mint deu uma polida inicial… Arch tá se ajeitando…

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#15

É bem normal isso, sinto o mesmo por distros com DEB, nunca consegui me adaptar a nenhuma delas. Como tem muitas opções a escolha da distro acaba sendo algo q é mais pessoal do q lógico no fim das contas.

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#16

Na base Arch há o AUR.

Dependendo das dependências do pacote AUR que tu usares, se for um pacote que lida com compilação de código fonte (no AUR há casos em que há somente empacotamento de um binário, como o pacote sublime-text-dev), em algumas circunstâncias é ncessário recompilar o pacote depois de uma atualização.
Os mantenedores dos repositórios oficiais das distribuições, se encarregam de executar esse trabalho para os pacotes presentes no repositório, mas como o AUR é um repositório de PKGBUILD, quem tem esse trabalho (quando há, e isso não é regra, absolutamente, para todos os pacotes) é cada usuário do PKGBUILD, do pacote AUR.

Pode parecer estranho, mas o AUR funciona dessa forma para resolver uma série de questões, uma delas o acesso à software que por motivos de licença não pode ser distribuído nos repositórios do Arch, então alguém cria um pacote no AUR, um PKGBUILD, que um usuário interessado utilizará para fazer, ele mesmo, o pacote, na própria máquina, de modo que a licensa não é violada.

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