[Dúvida] E se não existirem mais servidores?

Como venho do Windows sempre todo o programa, driver ou qualquer tipo de arquivo ele é offline não preciso de internet para adquirir tal, mas vejo que no Linux as coisas funcionam um pouco diferente.

Para instalar um programa como o Kdenlive você busca nos servidores do ubuntu todos os pacotes e dependências necessárias para o programa, mas no Windows basta baixar um arquivo .exe ou .msi que tudo oque você precisa já vem nele.

Isso me fez pensar, e se os servidores do Ubuntu simplesmente sumissem, ninguém conseguisse adentrar nos servidores para buscar os arquivos necessários do programa, oque aconteceria.

Trazendo um pouco pro real vamos pensar que o seu programa preferido (Wine por exemplo) não está disponível para instalação e do dia pra noite ele sumisse do gerenciador de aplicativos, como instalaríamos esse programa? existe um servidor reserva?

Digo isso pq perdi uns 5 dias só pra trazer alguma experiencia do Windows em relação a arquivos e sistema offline, como por exemplo tentando criar AppImages ou ORB’s e falhando miseravelmente.

Talvez para o usuario domestico nao sentiria muita diferença kkkkkk, mas seria um caos não tem nem internet pra abrir o google kkkkkkkkkkkkkkk

E se os servidores onde os arquivos .exe e .msi sumissem? E que garantia tu tem de que o instalador que tu baixou tbm não tá usando internet pra pegar alguma coisa necessaria?
Ambos usam internet do mesmo jeito, Linux só centraliza tudo por padrão num só lugar pra facilitar sua vida.
Tanto que muita gente do Windows instala gerenciadores de pacotes não-oficiais pra ter esses mesmos beneficios, pessoas só continuam pegando instaladores pq estão acostumadas, não pq é uma opção melhor, tanto que quando a M$ implementou a Windows Store ninguém usou a parada, e softwares do Windows ainda tem dependências, e o fato de não usarem repositórios e gerenciadores que resolvam conflitos que podem acontecer quando vc instala alguma coisa é um problema (que atire a primeira pedra quem nunca teve erro de dll não encontrada).

Distros não mantém um ou dois servidores, mas vários, de dezenas até centenas dependendo da distro, espalhados pelo mundo todo, geralmente mantidos por empresas ou universidades, imaginar que todos sumiriam é implicar que a internet inteira foi pro saco de uma vez, pq não é possivel que servidores assim “sumam”.

Construir esses pacotes é uma coisa que vc só deveria se preocupar se vc for um desenvolvedor querendo distribuir algo seu, pq

1 - simplesmente não tem motivo pra não preferir os repositorios oficiais.
2 - vc precisar saber de antemão quais dependecias o programa tem pra poder socar no pacote.

E eu acho que tu entendeu errado como a coisa funciona, pq

Para instalar um programa como o Kdenlive você busca nos servidores do ubuntu todos os pacotes e dependências necessárias para o programa

É uma afirmação um tanto equivocada, vc só precisa mandar instalar o próprio kdenlive e o gerenciador vai cuidar de buscar e instalar todas as dependecias pra vc de forma automatica, não é esse trabalho manual, a não ser que tu tenha usado as palavras erradas pra dizer isso.

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Qual distribuição vc está usando?

Vc pode pegar, por ex, o Mint, independente da interface, vá no Gerenciador de atualizações. Vc verá a mensagem para trocar para um mirror local. Veja aqui a enorme lista de servidores que existem e responda: é fácil derrubar tudo isso? Eles estão separados por estados e países distintos.

Porém, se vc está usando uma distro com mais de 8 anos, dificilmente os mirrors ainda estarão funcionando.

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Quem, ao instalar algum programa no Windows, não viu a solicitação de instalação de um framework,um directx especifico que não veio junto com o pacote e precisa ser instalado a parte pra poder seguir com a sua instalação normalmente? Se for Python, nem se fala.

É comum um determinado software ter sido projetado usando uma biblioteca de um software extra.

Nos programas pra linux, normalmente são adicionados atravéz dos meta-pacotes que são geramente fáceis de encontrar ou no próprio kernel, ou no servidor da distribuição, ou, como no Debian, na versão full do live DVD(que é pra instalações offline); E são instalados de forma fluida o que for necessário porque estão organizados em seus repositórios.
A vantagem aqui, é que se trata de pacotes a serem adicionados, que foram testados pelos próprios desenvolvedores para aquela distro específica, recebendo atualizações de seus mantenedores. Então até a instalação se torna mais fluida, com menos riscos de falhas, e um bom desempenho até na instalação.

Já no caso do Windows, se o necessário já estiver no pacote, mesmo assim não será atualizado e não receberá atualizações por falta de desenvolvedores com repositórios que tenham uma separação com pacotes especificos pra cada versão do windows(Isso pode gerar uma bagunça interna no código, só pra poder dar suporte a versões diferentes do Windows 10 por ex.). E isso, se a biblioteca tiver uma fonte pra atualizar. Ou seja, com o tempo, se o app não for de uma fonte que dê atualizações, com pouco tempo a biblioteca fica desatualizada com brechas e falhas, ou sem um recurso novo. E com um nivel de confiança ainda menor se o app não for mantido por pessoas que integrem o próprio desenvolvimento da distribuição, ou seja de fontes duvidosas.
Isso se ao lançarem uma versão nova, não tiver de fazer toda a reinstalação manualmente: Buscando no site, baixando, executando, avançando, avançando… tudo denovo pra poder ter a ultima versão atualizada.

E como o meio das atualizações são feitas por cada app-que-se-vire(cada um por sí), sendo que o S.O. já tem o direito de consumir até 80% da sua banda. Imagine o DDOS interno que é, cada app rodando na memória de um PC solicitando comunicação no processador pra acessar a placa de rede pra poder ter acesso a internet e fazer a transferencia de arquivos. Só de imaginar sufoca qualquer um.
Então com um gerenciador principal fazendo a consulta com a sua lista (que os apps e o Administrador conseguem editar) e ordem de prioridades, facilita para o processador e até melhora o fluxo da conexão para um melhor desempenho.

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Já disseram tudo mais acima, mas eu imagino o que você faria em seu windows recém instalado?
O que seria esse seu offline mídias de software original? Pois o windows não vem com nada, inclusive muitos drivers disponíveis são incompatíveis com muito hardware atual, necessita de servidor da mesma forma.

Pelo menos a maioria das distribuições vem completas e prontas para utilização básica.
Todas aplicações necessitam de servidores nem que seja para atualizações ou busca de plugins, logo você está buscando uma maneira de arranjar uma desculpa para se manter preso ao windows, enquanto sua cabeça estiver lá sempre vai encontrar algo para questionar, um pouco de pesquisa sobre como funcionam as dependências te ajudaria bastante, eu mesmo já carreguei dezenas de disquetes, cds e etc para instalar programas offline quando não tinha internet em casa.

É só fazer da maneira correta e isto está bem descrito, normalmente nos sites oficiais das distribuições sérias.

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Muito obrigado a todos pela resposta.
E agora mais uma pergunta o gechko e o mono (não lembro como escreve os dois) do wine está nos servidores do Ubuntu também?
Ou está nos servidores do próprio wine?

É provável que esteja em ambos

Seria impossível usar qualquer sistema operacional que não viesse em computadores e os que viesswm seriam inúteis salvo Endless OS

As últimas versões estão nos repositórios do Wine

Para instalar um programa como o Kdenlive você busca nos servidores do ubuntu todos os pacotes e dependências necessárias para o programa, mas no Windows basta baixar um arquivo .exe ou .msi que tudo oque você precisa já vem nele.

Quem nunca teve de instalar um MVSC 2015 ( Pacotes Redistribuíveis do Visual C++ para Visual Studio 2015) por causa que algum programa que acabou de instalar estava dando erro, que atire a primeira pedra.

Isso se chama dependência que não foi resolvida pelo .exe :slight_smile:

Se baixou a ISO com todos os programas, sim. Mas tem também a opção de baixar todas as ISOs do Debian.

Parabéns pelas respostas, mas ainda lembrei de mais um ponto: Se todos os servidores do ubuntu parassem, ou ainda se todas as instituições deixassem de apoiar o ubuntu e retirassem seus mirrors?

Ainda assim um bando de programadores poderiam pegar esses códigos fontes da última versão, modificar e criar a partir daí uma nova distribuição, continuando o trabalho.

Já no Windows ou em outros softwares proprietários, se a empresa falisse e todos os servidores desligados, o código fonte morreria juntamente com a empresa. Se não houvesse a vontade da empresa que faliu em liberar o código, estaria para sempre oculto, sem poder ser usado de forma lícita.

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Bem lembrado, o famoso apt-cdrom add, utilizava muito na época do Conectiva para adicionar todos os CD’s e não precisar de internet para instalar pacotes, faz tempo que não vejo como funciona, mas deve funcionar da mesma forma para imagens ISO pois na instalação sempre é adicionada uma linha ao sources.list referente a mídia de instalação.

Eu usei o exemplo do Endless OS porque a versão full vem pre instalada nos computadores, você compra um computador e já vem all incluse, já o debian é necessário um dvd a parte

Todo mundo já respondeu o que tinha de ser respondido, mas trago um último complemento. Sinto que, assim como eu, você gosta de ter, a sua disposição, instaladores offline.

Na distribuição que uso no dia a dia, instalo os programas de forma padrão, baixando-os dos servidores, entretanto, por questões de pura nostalgia, mantenho os pacotes de programas que podem ser instalados no Mandriva 2010.2 (que rodo dentro de uma máquina virtual), uma distribuição que já não existe mais cuja maioria dos servidores já foi pro saco. O que eu faço?

Tenho a mão, mais precisamente numa pasta do meu HD e uma cópia no HD externo, os pacotes (dependências) de N programas. Por exemplo, vamos dizer que quero instalar o Code::Blocks nesse sistema; vou na pasta que criei para este programa e nela contém os seguintes pacotes:
codeblocks-10.05-1mdv2010.1.i586.rpm
libcodeblocks0-10.05-1mdv2010.1.i586.rpm
libwxgtku2.8-2.8.10-6mdv2010.1.i586.rpm
wxgtk2.8-2.8.10-6mdv2010.1.i586.rpm

Como o Mandriva é um sistema de base RPM (como você pode observar nas extensões dos arquivos acima), para instalá-los eu abro o terminal na pasta onde esses arquivos se encontram e rodo o comando rpm -ivh *.rpm (num sistema a base DEB, como o *ubuntu e Linux Mint, o comando seria sudo dpkg -i *.deb).



Normalmente você não precisa ficar guardando os pacotes (dependências) de um programa, salvo se você, por N motivos, quiser reviver uma distribuição antiga. Eu guardo a .iso do Mandriva e seus respectivos pacotes (ou pacotes de distribuições compatíveis como Mageia) porque sou saudosista e gosto de rever sistemas operacionais antigos, se você olhar o VirtualBox do meu computador, verás que tenho também instalado o Windows 98, o Windows XP e o Kurumin 7.