[Desabafo] KDE: entre o ranço e a paixão 🤯

Galera, preciso abrir o jogo: KDE e eu temos uma relação digna de novela mexicana. Na maioria das vezes, simplesmente não rola. Já tentei várias vezes, mas sempre acaba igual aquele namoro que não dá certo — você insiste, mas no fundo sabe que não vai rolar.

O começo da treta

Tudo começou quando quis variar do Ubuntu. Testei Mint, curti o Cinnamon, mas cansei da base. Aí veio a proposta: “por que não BigLinux com KDE?”. E eu pensei: vai que agora vai.

Só que não.

Bastou abrir o sistema e ver aquele monte de opções, menus e configurações escondidas… e pronto: ranço ativado. Pra mim, usar KDE é tipo entrar numa loja de 1,99: tem de tudo, mas você nunca acha o que precisa de verdade. Ou pior: parece painel de avião. Eu só queria abrir o navegador e ouvir uma música, não pilotar um Boeing.

O trauma

Testei Plasma cru, testei distros com KDE, e a sensação era sempre a mesma: preso num sistema de 2005. É tanta opção que cada clique abre mais dez, e no fim eu só queria mudar a cor da barra… . Chega me dá um treco só de olhar aquela estética quadradona, meio Windows retrô, que não conversa comigo.

Mas nem sempre…

Aí veio o plot twist: Garuda Dr4g0nized. E, cara… eu #ameidepaixão. Foi a primeira vez que senti o KDE com outra cara: moderno, estiloso, cheio de vida. Nada daquela vibe quadradona que me dá ranço. Ou seja, não é que KDE seja “incurável” pra mim. É que depende muito de como cada distro apresenta o Plasma. No Garuda, parece outro ambiente.

A redenção

E não foi só o Garuda. Quando achei o BigLinux baseado em Manjaro/Arch, mas com Cinnamon, foi amor instantâneo: leve, estável, bonito, sem frescura. E ainda lembra bastante o GNOME, que sempre foi meu porto seguro.

Conclusão

Não é hate, é só gosto pessoal. KDE é poderoso, tem uma comunidade incrível, mas pra mim… não desce na maioria das vezes. Ainda assim, já não posso dizer que o ranço é absoluto: quando vem bem trabalhado, pode até virar paixão. No fim, continuo preferindo Cinnamon ou GNOME, mas agora eu senti que KDE depende muito de como é servido.

E vocês? Já passaram por isso de odiar um DE numa distro e amar em outra?
E… será que o KDE é só questão de “como é servido”? :sweat_smile:

Coincidentemente resolvi dar uma chance pro KDE novamente hj.

Cliquei num folder no Dolphin e a mágica aconteceu:

@Fernando_Carneiro que lindo, cara. É isso que eu falo: a gente clica num menu e o KDE faz 15 coisas, MENOS o que a gente queria.

Não personalizo; não mudo os padrões e pra mim simplesmente funciona kk.
“Ah, tem 1.000 opções pra abir um simples arquivo de imagem” tem kkk; mas se um dia eu precisar de um destes 1000, provavelmente (se sua distro não for um Fedora kkkk), já estará lá e não precisaria instalar nenhum plugin ou recurso extra.

Atualmente uso o KDE Linux e o TuxedoOS; e quanto ao visual, o KDE irá mudar um pouco assim que o tema Ocean estiver no lugar do atual Breeze. Eu particularmente não acho um Garuda um sistema que pareça “vendável”, eu olhe e por mais que ache bonito ou chamativo, parece algo customizado (como é de fato) e não algo que poderia vir OEM.

Nisso tanto o DDE quanto o Ukui são melhores, visualmente falando, pois não passam aquele ar de “tablet” do Gnome, e conseguem ser modernos, trabalhando bem recursos como as transparências e blur.

Voltando ao KDE, se visualmente ainda incomoda muita gente, e não pela estética apenas, mas pela disposição das coisas, apps que mesmo sob o mesmo guarda-chuvas do KDE, as vezes não se combinam e etc; no que diz respeito a estabilidade e desempenho, o Plasma está cada vez melhor.

E agora com mais visibilidade e recursos, as novas versões tendem a corrigir ainda mais bugs e problemas de estabilidade. Querendo ou não é o Plasma que roda no SteamOS, é o Plasma que tá no Bazzite…

Toda vez que eu mostrei um sistema Linux pra quem não é usuário do sistema a percepção de “feio ou antiquado” se repetiu; exceto o Deepin . Mas se eu falar aqui que independente de ser Qt ou GTK todos tem visual de sistema anos 90/2000, me chamam de “hater”.

Então… eu sempre recomento o KDE para iniciantes do mundo Linux, por alguns motivos: é amigável, configurável e bem completo.

Mas, para meu uso pessoal, não consigo me adaptar. Há algum tempo atrás pelo pessoal estar falando muito bem do Plasma, eu até tentei a me forçar usar, mas desde a tela de login e tudo mais que eu ia abrir ficava tipo dando um “loading….”, bom isso me irritou bastante.:sweat_smile:

O que me dá birra do plasma é alguns erros de design, mas infelizmente fiquei dependente de aplicativos em QT, e fiquei dependente do Okular, KDE Connect, dos recursos do Dolphin…

Em questão de aparência não modifico quase nada praticamente, gosto de usar distros do jeito que ela vem por padrão.

Tentei usar o Fedora KDE, mas o Fedora é muito OpenSource Purista por padrão e pra instalar coisas de terceiro dá uma trabalheira. Então optei por ficar no Kubuntu mesmo e observando o desenvolvimento do KDE Linux.

O Plasma tem dessa do dilema da escolha, ou melhor, dilema da configuração. Eu ainda acho que curva de aprendizado dele é grande, afinal para saber se você gosta ou não de áreas de trabalho diferentes, é preciso usá-la. Para usá-las é preciso aprendê-las. Esse tempo de configuração, ou setup, é tempo de aprendizado que pode ser encarado com entretenimento para alguns, mas perda de tempo para outros. Então dá pra entender bem o ‘ame-o ou deixe-o’, pois essas pequenas barreiras para uns, são grandes barreiras para outros.

Pessoalmente comecei a usar o KDE dezenas de anos atrás, gostei porque era parecido com a interface do Windows mas configurável. Já o Gnome eu achava meio estranho, e acho até hoje, especialmente pela falta da barra superior dos aplicativos. Quando meu monitor era 800x600 isso faria muito sucesso, para ter mais espaço pro conteúdo, mas hoje em dia fica muito estilo interface android.

Enfim, acho que, uma vez que o usuário passe por essa fase inicial de configuração e ache o seu estilo, o sistema para de ser um terror e vira uma paixão. Uma vez encontrada a decoração de janela ideal, estilo, botões, cores, o que passa a ser um martírio são os app do gnome que destoam por completo, por não usarem a decoração de janela do sistema.

Curiosamente eu tenho esse mesmo sentimento com o GNOME, mas pelo motivo oposto, o GNOME quebra muito o locus de atenção

Curiosamente, seus dois relatos de maior “dor” foram meu porto seguro. Talvez por conta de outros hobbies, prefiro ter excesso de ferramentas que nem sei se um dia vou precisar, do que precisar e não ter.

Me lembro quando o antigo painel de controle do Windows virou essa interface enxuta que é hoje em dia, e até hoje não consigo fazer nada sem ter que pesquisar na barra de pesquisa o nome das configurações antigas…