Olá, meu caro @leonardo.lopes98 !
Empresas que dependem desses projetos (como IBM, Google e Red Hat) contribuem de várias formas, doando dinheiro, oferecendo infraestrutura (como servidores) ou até pagando desenvolvedores para trabalhar neles em tempo integral (como acontece com o projeto GNOME e a Red Hat).
O Debian, por exemplo, é apoiado pela organização Software in the Public Interest (SPI), que recebe e gerencia doações. Isso ajuda a proteger o projeto de influências comerciais diretas.
Mas o recurso mais importante não é o dinheiro, é o tempo e a expertise de milhares de voluntários ao redor do mundo: desenvolvedores, tradutores, testadores, mantenedores, entre outros. Nos grandes projetos, essa carga de trabalho é bem distribuída, o que garante estabilidade e continuidade.
Já os projetos que acabam desaparecendo, em geral, dependiam de poucas pessoas, não conseguiram atrair novos colaboradores ou perderam o propósito e o diferencial que os sustentava.
No fim das contas, a mágica do software livre é que a motivação vai além do lucro. É uma combinação de paixão, comunidade, propósito e diversidade de formas de sustentação, seja por doações, trabalho voluntário ou apoio corporativo, que mantém muitos projetos vivos e relevantes por décadas.
Um bom exemplo é a própria Mozilla, responsável pelo Firefox. Mesmo sendo concorrente direta do Google (que desenvolve o Chrome), a empresa recebe uma parte significativa de seu financiamento justamente de acordos com o Google, que paga para manter o buscador como padrão no navegador.