ChromeOS, o futuro do Desktop Linux?

Fala galera! Estava conversando em um outro fórum de tecnologia quando me surgiu a dúvida: Qual é o futuro dos Desktops? Seria o ChromeOS o sistema melhor preparado pra essa mudança?
Deixem-me explicar.
Hoje vemos no mercado uma migração cada vez mais significativa do desktop tradicional para fluxos de trabalho mais portáteis. As pessoas preferem fazer o que deve ser feito no smartphone ou notebook, levando seu trabalho para qualquer lugar, ao invés de ficarem presos em um PC que está em casa ou no escritório. Grande parte disso é devido à forma como o trabalho tem se tornado uma preocupação de tempo integral, com a transição para o meio digital, mas isso é assunto pra outro post.
ENFIM, analisando os sistemas disponíveis hoje, podemos destacar 2 abordagens: As empresas que se recusam abraçar essa mudança, carregando a área de trabalho tradicional e as empresas estão se adaptando à essa nova realidade, trazendo uma interface mais amigável ao uso do toque, menus simplificados e suporte à apps móveis. Alguns exemplos: a Microsoft com o Windows 11, Apple com a integração do MacOS e iOS e vários projetos com base Linux, sendo o mais famosos o ChromeOS.
É intrigante a forma como o ChromeOS é um sistema razoavelmente evoluído e mesmo assim não recebe a atenção necessária do Google. Falta um posicionamento, uma abordagem direcional. Vejam, o sistema traz navegação web baseada no Chrome, que todos nós conhecemos e a maioria usa, integração completa aos serviços Google (o que é importante, visto que fora dos EUA, o Android é o sistema operacional mais usado), suporta apps Android, o que aumenta significativamente a quantidade de software disponível, suporte à programas Linux (!) e suporte a “emulação” de programas Windows (!!), através do Crossover. O sistema já está preparado para essa era de desktops móveis.
Faz um longo tempo que a Google iniciou essa caminhada, muito antes de Apple ou Microsoft, mas hoje parece que a empresa foi ultrapassada e as concorrentes seguem pelo mesmo caminho com uma abordagem bem mais concreta sobre essa migração.
Ainda há tempo para o Linux? ChromeOS pode virar o jogo ou é tarde demais? Outros projetos, como o Pinephone ou JingOS, podem pegar o bastão? Ou o desktop tradicional vai prevalecer? Gostaria de saber a opinião de vocês!

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Olá Sandro!
Super bacana esse diálogo.
Meu ponto de vista para a convergência é que independe um pouco do sistema operacional. Claro que haverão aqueles que são os mais usados por representatividade numérica. No entanto, a guerra em si não é Sistemas Linux vs macOS vs Windows, pensar bem a guerra já tem algum tempo e é BROWSER. Este sim é o que podemos chamar de o veiculo que mais representa as atividades. E nesse ponto, diferente do que se pensa, a Google não esta deixada e sim liderando. O ChormeOS tem suas atualizações e etc, mas o foco é online e Chrome, etende?
Os Sist.Op. são apenas pipelines para que as pessoas usem aplicações, estão se tornando cada vez mais transparentes, cada vez mais não se vê o sistema.
A receita das big techs convergem para um sistema capaz de sustentar seus principais ativos:
Google → Play
MS → incrementando a MS Store, mas ainda focada na plataforma 365 (office e windows online)
Apple → use o app em qualquer device sessões online e a Apple Store

mais ou menos nesse caminho…

Fiz uma série de vídeo narrando sobre essa realidade em curso.
O que corrobora isso é pensar porque o Windows você pode baixar de graça atualmente?
Por que a MS tem feito tanto esforço para rodar tanto Linux quanto Android sem a pessoa ter que mudar de sistema?

Enfim, no overview, a convergência aponta para adoção da tecnologia Linux em geral independente se desktop, mobile e server (aqui ja consolidou). Em desktop mesmo que continue Windows o mais utilizado, por de trás, haverá um Linux comandando seja pela entrega via navegador, seja por apps, etc. Nativo digital! rs

Confere ai! Com dados, pesquisa e números:

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Hey!
Excelente apontamento, realmente, os apps e serviços baseados na web ainda estão ganhando força. Eu havia pensado que webapps estavam ficando para trás como algo fracassado, mas seu comentário me fez pensar: só mudaram a abordagem. No início, a onda que cresceu com a ideia de apps baseados na web tinha uma cara um pouco diferente, me lembro do burburinho que sistemas totalmente baseados na web causaram, como o FirefoxOS. Por muito tempo a abordagem continuou sendo essa, sites que se comportavam como apps e poderiam ser “instalados”, mas isso vem diminuindo de lá pra cá.
Porém, como vc citou, o foco da Microsoft no Office 365 e seu conteúdo web e a silenciosa migração dos servidores Azure para Linux mostram o caminho que as big tech estão seguindo. Não é preciso hospedar um app totalmente na web, vc pode estruturá-lo como um programa comum e colocar a carga de trabalho nos servidores, através da web. É uma ideia que, quando eu peguei, eu vi que tem ganhado força de forma sutil mas não imperceptível.
Como vc bem citou tmb, a Microsoft está correndo atrás do tempo perdido com seu browser (que uso e afirmo: é ótimo), isso denota essa preocupação que a empresa tem com o universo online e suas possibilidades.
Por outro lado, podemos tomar todas essas investidas da Microsoft como a empresa estendendo seus tentáculos em todas as áreas que ela perdeu espaço em sua gestão confusa com Steve Ballmer, ganhando terreno nos servidores agregando o Linux, ganhando (mais) terreno no páreo dos sistemas operacionais agregando apps Android, que aumenta a biblioteca de apps e impede que o Windows sofra da mesma morte lenta que sofreu o Windows Phone e posicionando seu novo navegador frente ao Google Chrome, que é o líder da categoria hoje.
O engraçado dessa abordagem é a forma como a Microsoft fez isso tudo, o velho “se não pode com eles, junte-se a eles”, abraçando tudo que os rivais tem a oferecer, servidores do Linux, apps do Android e o motor do Edge, que é o mesmo do Chrome.
Não sei, fica difícil definir de forma clara qual caminho está pela frente. Essa abordagem Web que as empresas estão seguindo parece ficar cada vez mais clara, mas não é a mesma que surgiu lá atrás, porém me parece que ainda mais claro que isso é a convergência de sistemas móveis e sistemas de desktop, como os três que citei no post: Windows, MacOS e ChromeOS. Nessa briga, todos os três são muito capazes, porém fico triste por ver o ChromeOS ser tão pouco aproveitado, sendo que ele foi o pioneiro nesse ambiente de convergência.

PS.: Estou assistindo seu vídeo e daqui a pouco volto para comentar! :slightly_smiling_face:

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Eu iria além: com a crise dos chips + a alta do dólar (no BR), será que no futuro próximo, as empresas podem começar a substituir os desktops tradicionais por Raspberry ou Orange Pi?
O MS Office já tem uma versão online, diversos outros programas q só rodam no Windows podem ir para a nuvem, com a melhoria constante do sinal com a internet pode eliminar receios de ficar sem acesso aos programas, ou ainda, investir “apenas” em um servidor interno, q disponibilizará o(s) programa(s) específico(s).

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Cara, sim. E a gente nem precisa da nuvem pra isso.
Tenho acompanhando de perto especificamente essa mudança, pois tenho interesses profissionais nela, o foco no ARM vem crescendo cada vez mais no desktop tradicional.
Apple, Google e Microsoft já tem seus sistemas totalmente funcionais tanto em x86 quanto ARM, diria que a única coisa que falta para os sistemas amadurecerem um pouco mais é uma camada de compatibilidade mais eficiente para jogos e programas pesados (no Windows, porque a Rosetta da Apple já roda o pacote Office, Adobe e programas pesados de edição lindamente).
Em um futuro breve (assim que passar a crise dos chips, espero) consigo vislumbrar mini PCs ao estilo do Raspberry, com chips mais potentes e sem o foco em programação, substituindo facilmente as máquinas para trabalho empresarial. Acredito que é com essa utopia que as big techs estão sonhando também, pois a convergência dos sistemas com a integração de apps modernos (apps Android no ChromeOS e Windows e apps do iOS no MacOS) apontam para um fluxo de trabalho móvel e miniaturizado.

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Olha, as aplicações para WEb já são muitas. Exemplo disso é que nem sempre percebemos mais o que é uma aplicação/programa do que é um “site”. Por exemplo, o Google Maps é um aplicação extremamente complexa que usa webassembly e outras coisas. O backend dela usa APIs para comunicar com os navegadores, APPs, e até programas de desktop. E isso que é o padrão atual, nativo digital. Você tem um server side que controla tudo e os clientes vão consumindo e esses clientes são diferentes formatos de “front-ends” como falei acima.
A questão do desktop como serviço via nuvem é uma realidade amplamente utilizada em meios corporativos, principalmente EUA e Europa.
O ChormoOS foi nessa pandemia um dos grande atores e houve um salto nas vendas de dispositivos ChromeOS que fez ele passar o patamar de 10% no marketshare lá nos EUA.
Pegando exemplos das fintechs, Nubank, é um sistema totalmente online e você pode acessar facilmente pelo APP, mas o serviço todo é em esse formato que vai trabalhar o webview junto com outras tecnologias como o Flutter que é um canivete oportuno para isso. O Inter, banco aqui de BH, por exemplo, outro exemplo, apesar de você ter o App com inumeras features e visualização e tal, você pode usar o sistema direto via web com algumas configurações para PJ e tal que se faz só por la, no entanto a experiência geral e melhor usabilidade é via APP.
2022 @Sandro o ChormeOS tende a subir mais ainda agora que o Google está em pé de sincronizar com mainline kernel LInux o que dará muito mais dinamismo para que tudo de mais novo que surgir entre o mais rápido possível na árvore de desenvolvimento do Android/ChromeOS.
Vamos vendo…

Nos vídeos falo mais sobre essa jornada e como já estamos consumindo isso.

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Total! os desktop ARM já são realidade em diversos lugares, na Asia, China, Japão, Coreia do Sul e etc, os SBCs e agora os desktops arm já estão començando a serem usados nas casas, em escritórios já acontece e esta crescendo.
Tenho acompanhado inclusive, testado, além disso os últimos roadmaps das principais SBCs agora no final do ano já são com uma potência que supre por completo essa necessidade básica de desktop para escritório e estudos. Não longe disso percebe-se a adesão de novos players moldando essas SBCs em formato full mobile como o PineFone Pro, Fairphone e tal.

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Vc acredita q a Orange PI, além de mais baratas, tem mais qualidade q as Raspberry?

Mais baratas sim, agora qualidade é um termo que precisa contextualizar.
Existem placas da Orange recheadas de recursos e muito boas.
No entanto temos que ver em qualponto de vista está denominando a qualidade.
Se para usuário, do ponto de vista de produção da SBC, pelo conjunto todo incluindo suporte sistema e comunidade…
A qualidade na medida básica é o exercício entre requisitos, operacionalidade e cumprimento dos requisitos, certo?
Por isso, ai, temos que definir os pontos.
No geral, as Orange estão bem posicionadas dentre as placas SBCs mais comuns ai no mercado.

Legal. É bom ter variantes.

Me fale um pouco mais sobre o que é SBC, esse assunto muito me interessa.
Ah, já saquei. É uma sigla pra Single Board Computer né? Estalou aqui na minha cabeça hahaha

Não tive tempo de assistir o vídeo todo, vou tentar assisti-lo hoje. Já tinha ouvido falar muito do Flutter e como ele é versátil entre plataformas e, com o que vc disse aqui, acho que estou começando a entender o funcionamento dele. Basicamente é uma plataforma/linguagem/forma de criar de apps que se baseia na nuvem?

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Isso, SBC, computador numa placa única.
Flutte ré um framework que usa a linguagem dart e possui compilação nativa cross plataform. Usando um mesmo código base você pode compilar o programa para rodar como um App ou como um programa para desktop ou diretamente na web através do navegador. Isso falando de forma bem simples.
A vantagem dele é essa flexibilidade e recursos crescendo a cada dia tendo essa independencia de plataforma. Ele funciona em ambiente independete de um desktop environment, por exemplo, esteja você num Plasma/KDE ou num Gnome/Gtk ele vai rodar desde que você tenha carregado as bibliotecas e base. Ele tem um próprio renderizador de tela e você leva toda a UI junto se desejar.
UM exemplo de uso em sistema tem o próximo passo da Google Fucshia, ou ainda tem o DahliaOS que roda tanto em pc quanto em mobile/smartphone ambos são com toda a parte de janelasm UI, etc no Flutter.

Tem lá nos vídeos também, com mais detalhes.

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@aarProTech quando falo de qualidade, é realmente complicado para te especificar, pois eu mesmo nunca tive/usei uma, então desconheço os problema + comuns q SBCs de má qualidade costumam apresentar.

Fiz a pergunta, por querer escolher uns 2 modelos de Orange Pi, de 2gb e 4gb, remasterizar o Arbian, com XFCE, incluindo as personalizações do TigerOS e começar a oferecer as empresas q hj tem dificuldades para adquirir máquinas mais modernas.

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O que é Raspberry Pi? Pesquisei, mas não entendi direito. Parece com um celular.

É mais ou menos isso, ou um tablet. É um “mini-PC” de placa única, onde todo o processamento é feito pelo processador (áudio, vídeo, controladoras SATA e USB etc.), que geralmente é ARM (a mesma arquitetura dos celulares e tablets) - basicamente seria isso

Os SBC (single board computers) surgiram com propósitos educacionais, por serem baratos (nos EUA e num dado momento), facilitando tanto o aprendizado quanto a compra por escolas e ONGs. Ao se popularizar, meio que encareceram…

@Myh_Min, olha o jeitão do primeiro Raspberry, bem cruzão:

image

Agora dá pra comprar com esse formato “mini-PC”, apesar de que o modelo “placa crua” ainda existe:

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Como o @Rodrigo_Chile disse, é uma espécie de mini computador. Porém, surgiu como uma peça de programação e automação um pouco mais potente que as placas Arduino

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Caso sua distro ainda não tenha suporte total à arquitetura ARM, existem placas x86 a venda na China com grande capacidade de uso por preços razoáveis

Isso aê! Os Arduínos possuem uma proposta mais específica, são microcontroladores. Nessa modalidade a Pi foundation trouxe, para simplificar, o Pi Pico e os formatos Pi Zero. A Pi série B Pi2, PI3, Pi4 são as mais completas que além de terem toda a proposta de microcontroladores vai muito além trazendo um verdadeiro computador com todo potencial de trabalho assim como um notebook ou desktop no momento em que se opera com um sistema como o Ubuntu ou o PiOS.
A arquitetura RISC tem particularidades onde o projeto visa otimização em menor potência possível, por isso os smartphones são 99% nessa arquitetura. Daí a principal expoente é a ARM uma empresa que nasceu na UK e seu trabalho é Design Intelectual dos ARM ISA (instruções conjunto de arquitetura) que são proprietários e dai ela especifica os padrões para CPU em suas categorias diversas, GPUs e vários outros subcomponentes diretamente ligado aos cores. É muito bacana e nos próximos 10 anos será o substituto dos já cansados x86.
A Apple deu um salto contrapondo o que muitos diziam não ser possível e aglutinou as propriedades intelectuais e majestosamente as juntou numa placa mãe de altíssima performance.
Bom, Samsung esta preparando um pulo do gato ai e vamos ver como vai ser…
Outras iniciativas estão vindo com força para essa nova geração desktop.
Acompanhando e aprendendo a cada dia, rs doido pra ter um desktop RISC.

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Entendi!
Então eu tenho Orange Pi e RPI.
As Orange são muito interessante do ponto de vista que para quem faz customização de sistema é uma base um pouco mais aberta que o Raspberry Pi. Ainda hevará nos lançamentos mais recentes os desafios da engenharia reversa para abrir a performance das GPU e tal.
O Projeto ARMbian é incrível os caras são feras demais e a comunidade bem grande.
As Oranges melhoraram muito nos últimos 2 anos, antes disso o suporte era bem ruim e as versões upstream da própria Orange eram bem ruins, não funcionava direito e a performance baixa do sistema. Melhorou bem, mas o melhor potencial ainda é com o ARMbian.
Também melhorou no quesito de componentes. O preço era ainda mais baixo e também mais descartável, saca? Melhorou.
Enfim, se você quer trabalhar remix visual talvez o Pi seja melhor pelo potencial de mercado ja que em modo desktop ele se posiciona melhor. No entanto, se o desejo é criar remaster podendo gerar customizações de mais baixo nível, manipular partes do sistema, adicionar scripts e tal, ai as Orange podem ser mais maleáveis, creio.

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Quero tentar combinar bom preço com qualidade do hardware. Mas a ideia é te levantar uns trocados e importar um pequeno número de determinado modelo. Aí quero avaliar a possibilidade de compilar a ISO deixando-a mais específica e com melhor desempenho para esse modelo de SBC.