Pessoal, preciso da ajuda de vocês para entender ou contornar um problema recorrente que acontece em todas as distros com GNOME — seja puro (como no Fedora) ou modificado (Ubuntu, Pop!_OS, etc).
Resumo do problema:
Às vezes, ao copiar arquivos grandes usando o Nautilus (gerenciador de arquivos do GNOME), ele “finge” que copiou tudo, mostra “concluído”, mas o arquivo no destino fica corrompido ou incompleto.
Exemplo real:
Copiei uma ISO de 15 GB para um pendrive de 32 GB, que tem uma velocidade de escrita de ~2MB/s.
O Nautilus mostrou a cópia sendo concluída em 12 segundos (!), e o arquivo aparece com o tamanho completo dentro do pendrive. Mas, na prática, o arquivo está corrompido.
Testei com:
- Outro pendrive (marca/modelo diferente)
- SSD externo
- Diferentes distros GNOME
rsync via terminal
→ O problema continua até reiniciar o sistema.
Quando reinicio o sistema e tento novamente, a cópia funciona normalmente, leva o tempo esperado e o arquivo está íntegro no final.
Curiosamente, ao instalar o Dolphin (KDE) no GNOME e repetir o processo durante o bug ativo, o Dolphin copia corretamente, sem apresentar o problema. Isso me leva a crer que o bug está no Nautilus ou em algum backend específico do GNOME.
Inclusive estou no Fedora Silverblue (imutável) no momento, e o bug também ocorre.
Hipóteses:
- O Nautilus talvez esteja lidando mal com cache/buffer e “enganando” o usuário?
- O Dolphin pode usar outro método de escrita/sincronização que não é afetado?
- Pode estar relacionado ao
gvfs ou gio?
Minha próxima tentativa:
Na próxima vez que o bug aparecer, vou tentar copiar via cp diretamente pelo terminal e verificar se o arquivo copia corretamente ou fica corrompido também.
Perguntas:
- Mais alguém já viu isso acontecer?
- Existe algum log, serviço ou comportamento que eu deva observar quando o bug acontece?
- Existe como forçar o Nautilus a sincronizar os dados antes de considerar a cópia “concluída”?
1 curtida
Eu sempre dou um “sync” depois de copiar algo pro pen drive, não confio no Nautilus. Tanto não confio que substitui ele pelo Nemo no meu setup Gnome, é bem mais confiável e tem mais funcionalidades, o Nautilus é muito capado, ainda mais nessa versão antiga que uso do Gnome.
2 curtidas
o Nautilus é muito capado, ainda mais nessa versão antiga que uso do Gnome
@EntusiastaDeVelharia você acha o thunar mais confiável que o nautilus?
O Thunar ao menos avisa quando você vai desmontar um volume en que a copia ainda está ocorrendo.
2 curtidas
O Thunar é bom também, ele e o Nemo são excelentes opções.
2 curtidas
Tenho o mesmo problema a alguns anos, e sim, o Nautilus tem algum problema com cache/buffer.
Já tive esse mesmo problema no KDE – mas não sei dizer há quantos anos, ou há quantas décadas. – Depois, uma nova versão do KDE resolveu esse problema
- Uso KDE desde 2007, acho que KDE 3.5.5. – Quanto mais distante no tempo, mais minha memória “perde detalhes”.
O ideal é conferir o uso do disco; se estiver alto, ainda está em uso. Não confio muito na opção “ejetar”. No meu pendrive 3.0 de 64 GB, ele mostra transferências de 10 GB em 3 segundos, porém, ao verificar o uso do pendrive, ainda há transferência em andamento, o que demora bastante e me irrita profundamente.
Não e um bug, e uma característica do kernel em manipular arquivos, tem uma boa discussão sobre isso
Mas resumindo todo arquivo copiado pra dispositivos ejetaveis fica na memória em estado de baixa prioridade devido ao cachê, serve pra não sobrecarregar as trocas
O uso do Sync e pra forçar a troca imediata de gravação
Nenhum gerenciador de arquivos das DEs copiam de forma real
Tem isso, também:
Essa é uma das muitas funções do meu Conky: – Informar o que está acontecendo – em vez de ser apenas um enfeite na tela:
Com o Conky, tenho um “3º controle” – pois o KDE Plasma já oferece 2 feedbacks, bastante confiáveis: – Uma “Notificação” dinâmica – e também um “indicador de transferência em andamento”, no Gerenciador de Tarefas – Icons-only Taskmanager, no meu caso:
Um exemplo que fiz agora – infelizmente, de curta duração (entre 2 SSDs Sata3) – pois não quero mexer nos pendrives.
Os comportamentos são diferentes – conforme se trate de um Download da internet – ou um download de fotos do celular, via KDE Connect – ou uma tarefa de backup usando rsync:
Em Zoo-games-logia, é o que se chama de “cercar o bicho”! – O KDE Plasma fornece feedback (retroalimentação) – e eu me garanto, monitorando também pelo Conky.
P.S.: - Esse indicador na Barra de Tarefas me salvou de perder um download, ontem mesmo: – Um PDF de 53 MB, que estava baixando na maior lentidão. – Eu já ia dar por encerrados os downloads, quando percebi uma linha muito fina no ícone do navegador.