Alterar o kernel?

Será que vale a pena trocar para o kernel mais novo (7.0.0.-14)?

Tenho hoje o kernel 6.8, meio velho, mas tenho receio de alterar…

O que acham? Será que é seguro e eficiente?

Kernel atual:

Kernel mais novo disponível:

Se tá funcionando tudo, pra que trocar o kernel?

Há algum recurso específico que você busca nesse kernel novo?

A distribuição garante que, mesmo num kernel aparentemente velho, você esteja recebendo atualizações de segurança.

O principal motivo para preferir um kernel recente seria para reconhecer ou trazer melhorias para novo hardware (inclusive periféricos), mas pelas informações do sistema, dá para ver que o seu hardware já tem uma certa idade; muito provavelmente o suporte a ele já está “finalizado”.

Acho que se você quiser trocar de Kenner instala pelo menos 6.17.

Tem uma versão do linux mint que oferece um kernel mais novo em relação a esse que estais usando.

Na verdade, a iso está oferecendo o kernel 6.17 que ele pode instalar pelo sistema, sem ter que baixar uma nova iso.

aqui em VM do VirtualBox funcionou no kernel 7

Eu instalei o Kernel Linux 7 no Debian 13 que vem com o Kernel 6.12.90 após atualizado e senti uma inicialização de sistema mais rápida e minha GPU integrada do Notebook deu uma respirada significativa. Para mim valeu muito a pena!

valeu pelas dicas, vou manter o kernel atual

:brain: O que muda do Kernel 6.8 para o 7.0?

O Kernel é o coração do sistema, o cara que faz a ponte entre o seu software e as peças do seu computador (hardware).

  • Se você tem um hardware muito recente (lançado nos últimos meses): Atualizar para o Kernel 7.0 é altamente recomendado. Ele traz novos drivers de vídeo, suporte a novas tecnologias de processadores, Wi-Fi e placas-mãe de última geração que o 6.8 simplesmente não conhece.

  • Se o seu hardware já tem um ou dois anos (ou mais): O Kernel 6.8 não está “velho”, ele está maduro. Ele já possui todas as instruções necessárias para o seu PC rodar com estabilidade máxima.

:warning: É seguro atualizar?

No Linux Mint, o processo é muito seguro por causa da forma como o Gerenciador de Atualizações trabalha.

Quando você instala o Kernel 7.0, o sistema não apaga o seu Kernel 6.8 atual. Ele apenas adiciona o novo. Se você reiniciar o PC e o Kernel 7.0 apresentar qualquer engasgo, comportamento estranho ou incompatibilidade, basta:

  1. Reiniciar o computador.

  2. Segurar a tecla Shift (ou Esc) para abrir o menu do GRUB.

  3. Ir em “Opções avançadas para Linux Mint”.

  4. Selecionar o Kernel 6.8 anterior para dar o boot normalmente.

:bar_chart: Veredito: Vale a pena para você?

A regra de ouro no ecossistema Linux para usuários comuns e computadores de uso diário é:

:light_bulb: “Se tudo está funcionando perfeitamente (som, Wi-Fi, vídeo, bluetooth), não há necessidade de atualizar.”

Mudar de Kernel por mudar não vai deixar o sistema magicamente mais rápido e, às vezes, pode introduzir pequenas regressões em hardwares mais antigos.

Minha sugestão: Se você não está sofrendo com nenhum bug ou falta de suporte a algum periférico novo, permaneça no estável Kernel 6.8. Mas, se bater a curiosidade, pode instalar o 7.0 sem medo; sabendo que o seu 6.8 de confiança estará lá no menu de boot caso você precise dele!

Para esse hardware de 2011, o Kernel 6.8 já é considerado extremamente novo (e até um milagre tecnológico o Linux Mint 22.3 manter essa máquina voando tão bem!). Colocar um Kernel da linha 7.0 em um processador de 2ª geração da Intel não trará nenhum benefício de desempenho, já que não existem novos recursos para esse chip sendo desenvolvidos hoje. Pelo contrário, aumenta as chances de alguma linha de código antiga ser removida e quebrar o driver de vídeo integrado dele.

Espero que essa luz te ajude a decidir!

Aproveitando, quem quiser e puder ajude no meu Post da regressão no kernel.

Atualizar kernel não é obrigatório quando tudo já funciona bem, mas também é falso dizer que hardware antigo não se beneficia, porque kernels novos continuam melhorando subsistemas que impactam máquinas antigas: memória, swap, rede, filesystem, segurança e drivers já existentes.

Eu evitaria prometer que “o 7.0 é sempre melhor” ou que “o 6.8 é sempre mais estável”, porque o próprio histórico do kernel mostra que cada versão mistura novos recursos, otimizações, correções e também possíveis regressões pontuais. O ponto forte da discussão não é torcida por versão, e sim a documentação oficial mostrando ganhos concretos que vão muito além de “reconhecer hardware recém-lançado”.

Só no Linux 7.0, por exemplo, a documentação cita cerca de 20% de ganho em redis-benchmark com a fase II da infraestrutura de swap, algo que pode beneficiar diretamente PCs antigos com pouca RAM, máquinas que usam zram e sistemas que acabam caindo em swap com frequência. Na rede, o 7.0 também traz suporte a buffers RX maiores, com redução de uso de CPU em fluxo único em até cerca de 30%, além de otimizações no caminho TCP/IPv6 para economizar ciclos e reduzir cache misses, o que é especialmente relevante em hardware mais limitado.

No gerenciamento de processos e I/O, o 7.0 retrabalhou a alocação de PID, com ganhos medidos de 10% a 16% em criação e remoção de threads, e ainda houve melhora de 4% a 16% em open/close em benchmark multicore. Isso prova que kernel novo não vive só de adicionar IDs de dispositivo novo; ele também melhora caminhos internos que afetam desempenho real em máquinas antigas e atuais.

No filesystem, o 6.8 já havia trazido reparo online no XFS, e o 7.0 avançou isso com monitoramento de saúde e autorreparo autônomo, mostrando evolução prática em confiabilidade e manutenção. Já no Linux 6.8, a reorganização de estruturas da pilha de rede melhorou o desempenho de TCP com muitas conexões concorrentes em até 40%, o que é claramente otimização de stack e não mera compatibilidade com hardware novo.

Então a afirmação mais correta é: nem todo hardware antigo vai ter ganho perceptível ao trocar de kernel, mas dizer que hardware antigo não se beneficia de kernels mais novos simplesmente não bate com a documentação. E isso é olhando só para exemplos pontuais do 6.8 e do 7.0; no meio do caminho ainda houve várias releases intermediárias, como 6.9, 6.10 e outras, acumulando mudanças que não podem ser reduzidas à ideia de que “kernel novo só serve para PC novo”.

iceness, sensacional a sua aula técnica sobre as entranhas do Kernel! Você foi cirúrgico em um ponto crucial: você está absolutamente coberto de razão ao dizer que o desenvolvimento do Kernel não se resume a adicionar IDs de novos hardwares.

As otimizações de caminhos internos no subsistema de rede, a eficiência na alocação de PIDs e o avanço no gerenciamento de swap/zram na linha 7.0 que você citou são melhorias reais na stack de software. Elas mostram o quanto o ecossistema Linux é fantástico em continuar refinando o código-fonte global. Obrigado por trazer esses dados robustos da documentação para enriquecer o tópico!

No entanto, o ponto onde a teoria esbarra na prática e exige cautela é o fator driver de vídeo legado. O grande receio com plataformas Intel Sandy Bridge (2ª geração) ou chips gráficos mais antigos em Kernels muito recentes (como a linha 7.0) não são os subsistemas gerais de memória ou rede, mas sim o risco real de regressões em drivers gráficos específicos e gerenciamento de energia profunda (ACPI) que já saíram do radar principal de testes da engenharia há muito tempo. No uso diário de um usuário comum que busca estabilidade, um ganho de 10% em criação de threads no benchmark muitas vezes não compensa o risco de uma tela congelada ao alternar de resolução ou suspender o notebook.

Mas já que você demonstrou um conhecimento técnico tão profundo sobre o Kernel 7.0 — o que é excelente para o fórum —, em vez de ficarmos apenas debatendo a teoria e contrapondo nossos argumentos, que tal unirmos forças para ajudar o @RonaldoTH na prática?

Como o gerenciador do Mint permite testar o Kernel de forma segura sem apagar o anterior, o seu domínio sobre essas métricas de rede e swap pode ser de grande valia para orientá-lo a fazer um benchmark real na máquina dele caso ele decida arriscar o upgrade. O que acha de indicar para ele quais testes práticos ele pode rodar no i7 dele para medir se esses ganhos do 7.0 se traduzem em benefício perceptível no uso diário do Mint?

A comunidade e o Ronaldo ganham muito mais com o seu suporte focado na prática do hardware dele! Tamo junto.

Acho que ele só quer usar o PC em paz, e não ficar fazendo teste de benchmark.

Mas o assunto é legal… estou achando interessante acompanhar

Igora a resposta dele. É gerada por IA e provavelmente sem revisão manual. Por isso esse texto todo exagerado.

iceness, que bom que você esclareceu que foi apenas uma pesquisa rápida para ilustrar o ponto e que não foi uma indireta. Fóruns de internet ganham muito quando as pessoas pesquisam antes de comentar! Só vale um pequeno ajuste técnico no seu raciocínio: a regressão séria e documentada que debati no outro tópico afeta chips gráficos específicos da AMD (gerações Tonga e Polaris). O hardware do @RonaldoTH é um Intel Core i7 de 2ª geração com gráficos integrados Intel. Misturar arquiteturas de fabricantes concorrentes para falar de upgrade de Kernel não faz muito sentido prático para a máquina do colega, concorda?

sidneyfmn, lamento te decepcionar, meu caro, mas as minhas respostas são pensadas, revisadas e escritas por mim, parágrafo por parágrafo — com direito a dados de mercado, análise de hardware clássico e até poesia quando o nível do fórum exige. Entendo que textos bem estruturados, cordiais e com argumentos técnicos sólidos possam assustar quem prefere respostas rasas ou debates baseados em picuinhas pessoais. Se o meu estilo de escrita te incomoda a ponto de você preferir criar teorias da conspiração e aconselhar os outros a me ignorarem em vez de contra-argumentar tecnicamente, o direito ao ‘mute’ é todo seu.

RonaldoTH, cara, parabéns pela postura! É sensacional ver a sua mente aberta e o seu entusiasmo em acompanhar e querer aprender com o debate. Essa curiosidade é a verdadeira essência da comunidade Linux! O ecossistema é fascinante justamente por isso: o Kernel é gigante, cheio de nuances e, mesmo quando a gente opta pela cautela e estabilidade (que ainda é a minha recomendação para o seu i7 de 2ª geração de forma a evitar dores de cabeça), a discussão teórica sempre traz muito conhecimento.

Continue com essa energia e o desejo de entender como o seu sistema funciona por baixo do capô. Enquanto alguns tentam desqualificar o mensageiro por falta de argumento, a gente continua focado em aprender e debater tecnologia em alto nível. Um grande abraço, Ronaldo!

Igora a resposta dele. É gerada por IA e provavelmente sem revisão manual. Por isso esse texto todo exagerado.

Ta querendo enganar quem? Todas as suas respostas usam linguajar e estrutura de IA. Enfim.

Reconheço que minha resposta foi reducionista, mas me sinto confortável dando a entender que o 6.8 é mais estável porque essa é exatamente a promessa de software LTS, manter uma versão específica a fim de garantir que os problemas de estabilidade são “constantes” (ou, idealmente, decrescentes).

Nada na vida é garantido, porém o 6.8 deixar o usuário em paz é uma aposta muito mais certeira que o 7.0 ser perceptivelmente melhor — pode ser que esses ganhos não se materializem em hardware longe do no qual os testes foram feitos (e esses benchmarks geralmente são feitos em máquinas de ponta), ou somente em um uso muito específico, e se os recursos novos não serão utilizados, são apenas um “bom saber”.

Mas claro, se o usuário entende que a melhora não é certeza, está disposto a pagar para ver e sabe desfazer se não gostar, pode ir fundo.


Bastaria resumir as mudanças interessantes e linkar para matérias que as expliquem em mais detalhes ou tragam benchmarks. O texto ficou cheio de jargão, e o ponto não ficou necessariamente mais claro ou robusto.

Eu instalei o 7.0, estou com dualboot com o 6.17… sinceramente, não vi diferença entre os dois, a não ser, se faça um Benchmark pode notar algo.

Fica aqui até uma sugestão para quem é criador de conteúdo.

Grande xará! DaniloBate uma, xará, que eu quero outra também!’ :guitar: Como diria o mestre Raul Seixas em Ide a Mim, Dada, o mercado está sempre trazendo a ‘novidade total, feita para nós e para o povo em geral’. Mas na hora de botar a música para tocar e ver quem dança… o resultado na prática é exatamente esse que você descreveu!

Obrigado pelo seu relato real, Danilo . O seu teste prático em dual-boot é o melhor banho de realidade que esse tópico poderia receber. Ele resume perfeitamente o que o Capezotte pontuou muito bem logo acima: na teoria e nos papéis da documentação, o Kernel novo promete mundos e fundos, gráficos milagrosos e otimizações fantásticas. Mas esses benchmarks de laboratório são feitos em máquinas de ponta. No uso real e cotidiano do usuário, a diferença é imperceptível.

Isso só prova que a busca cega pela última versão, muitas vezes alimentada por textos inflados e cheios de jargões técnicos que não deixam o ponto mais claro, serve mais para gerar debate de fórum do que para trazer ganho real para quem precisa trabalhar ou jogar no PC. Como o Raul cantava: ‘Nem de vitória, nem derrota eu falei’, o que importa é a realidade do travesseiro e da máquina rodando em paz.

A sua sugestão para os criadores de conteúdo é excelente! Seria fantástico ver um teste de bancada comparando o impacto real desses novos subsistemas em hardwares mais antigos, desmistificando o assunto de vez.

Quem tem a mente aberta e testa na prática, como você, não se deixa levar por teorias da conspiração ou picuinhas de internet. Valeu pelo feedback cirúrgico, xará! Tamo junto! :rocket: