Alguém aí usa OpenSUSE?

Alguém aí usa OpenSUSE? E se usam poderiam me dizer como e a experiência? Estou querendo começar a usar mais já passei tanta dor de cabeça com Linux esse fim de semana que queria saber antes
Não achei nenhuma review atual sobre ela então resolvi perguntar aqui.

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Use por 2 anos e meio, porém por conta de bug que deixava minha CPU em 100% troquei pelo KDE Neon, Usava a Leap 42.3 e já usei a 10.1 acho uma excelente distro, porém tem um processo pós instalação para deixar como uma experiência mais próxima do desktop.

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Acabei de testar uma imagem ISO com GNOME, achei legal mas não recomendo, é bem completa por sinal tem todos softwares do GNOME, mas o YaST não se integra legal com o GNOME, se você não curte os extras do GNOME fica longe pois vem tudo instalado por padrão, seguem capturas do Boxes.

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Olá pessoal, eu usei o OpenSuse por alguns anos no trabalho há muito tempo atrás, naquela época era uma das distribuições mais “fáceis” de configurar porque o Yast tinha uma infinidade de módulos onde tudo podia ser configurado graficamente.

Nessa época eu acabei convencendo todo mundo a migrar para o Debian, porque ele era mais rápido e tinha uma gerenciamento de pacotes muito superior.

Não faz muito tempo, instalei o Leap no meu notebook e na minha opinião, além das atualizações que ocorreram ao longo do tempo a distro continua a mesma: muito focada no que o Yast pode entregar.

Não é de forma alguma uma distro ruim, mas eu dificilmente recomendaria para alguém.

Quer usar RPM? Vai de Fedora com toda a tranquilidade… que ficar do lado DEB? Temos Pop!OS, Elementary e Debian. Quer usar algo diferrente? Manjaro, Arch, Solus…

Quem nunca? :slight_smile:

:vulcan_salute:

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fiz uma série usando opensuse, mostrei a experiência com repositórios, yast, DE’s (kde e xfce) zypper etc… https://youtu.be/v7UUqQLvGfI

é uma das distros que gosto de escrever para o blog tbm opensuse – Fast OS

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qualquer coisa só instalar de forma personalizada como mostro aqui Instalação personalizada no openSUSE – Fast OS

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Eu não tenho tanta propriedade pra falar do OpenSUSE porque só usei bem pouco e já faz um bom tempo. Mas se tem uma coisa que posso destacar, é o bendito YaST. É basicamente um painel de controle onde você pode configurar o sistema, gerenciar pacotes e fazer demais tweaks. É bem centralizado e é uma mão na roda. Outro ponto é a integração com o KDE, que desde muito tempo é uma das melhores que se tem por ai.

Mas eu não diria que esses são pontos tão importantes pra fazer você usar o OpenSUSE. Vai depender muito do que você faz no desktop. Se tu é sysadmin ou programador, acho que seria uma ótima escolha, sem dúvidas. O OpenSUSE tem ótimas ferramentas voltadas pra esse tipo de usuário e isso ninguém pode discordar. Se você é esse tipo de user, vale a pena testar, mesmo que não goste, você descobre coisas novas, enxerga mais possibilidades e ganha experiência. Mas tenha em mente que a distribuição vem lotado de pacotes, a imagem de instalação tem aproximadamente 4Gb.

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Recomendo, me ajudou bastante quando eu utiliza o Opensuse.

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Meu review de 26 de agosto:

Opensuse Tumbleweed: Sistema poderosíssimo! Yast manager ajuda bastante embora várias vezes tive que editar os arquivos de configuração dos serviços.Tem opção de snapshots para reverter atualizções, achei muito legal. Tem menos pacotes, mas tem um repositorio extra “packman” com mais pacotes, embora eu tenha achado pacotes quebrados lá (até submeti bug report). Tava feliz até que travou (por conta do mau contato que eu nao sabia ainda) e o sistema de arquivos BTRFS bugou. Tive que formar a raiz e reinstalar o sistema. Reinstalei e ficou zero bala. Só não uso ele porque um jogo do steam misteriosamente não roda nele.

Eu uso openSUSE como minha distro padrão no meu Desktop já faz alguns meses. Vindo do Ubuntu e Manjaro, eu consegui identificar algumas similaridades para faciliar quem está chegando.

Primeiro, o openSUSE possue duas versões principais e alguns spins baseados nelas. A primeira versão é o openSUSE Leap. Esse parece muito o Ubuntu e Debian quanto a Releases Regulares. LTS de cinco anos mas sem LTS a cada dois anos como o Ubuntu. Também existem Service Packs para essas LTS estarem relativamente atualizadas a cada ano. Atualmente estamos na versão 15.1, isto é, LTS 15, Service Pack 1.

O openSUSE Leap é a distro que recomendo para todos que querem um sistema ultra estável, que usa RPM e não se importa muito em ter o mais recente. Mas caso queira uma distro mais Rolling Release, parecida com o Archlinux ou Manjaro, existe o openSUSE Tumbleweed, que é a que eu uso no meu Desktop. Essa possui repositórios mais atualizados e não possue as service packs do Leap, afinal não é necessário.

Sobre o diferencial do openSUSE em relação a Ubuntu e derivados, ou Archlinux e derivados, o openSUSE me parece pegar um pouco de ambos. Começando pelo gerenciador de pacotes por linha de comando, o zypper, ele usa uma sintaxe de comandos muito parecida com o apt no Ubuntu, e permite simplificar para digitar comandos rápidos, como o pacman do Archlinux faz. Aqui vai alguns exemplos:

  • Instalar pacote: zypper install ou zypper in
  • Instalar pacote source: zypper source-install ou zypper si
  • Remover pacote: zypper remove ou zypper rm
  • Procurar pacote no repositório: zypper search ou zypper se
  • Atualizar repositórios: zypper refresh ou zypper ref
  • Atualizar pacotes: zypper update ou zypper up
  • Atualizar sistema: zypper dist-upgrade ou zypper dup
  • Modo shell (exclusivo do zypper): zypper shell

Mas caso queira, o openSUSE pode ser usado completamente por interface gráfica, com o terminal sendo apenas uma opção. Nesse ponto, o openSUSE lembra um pouco o Linux Mint ou o até o Windows mesmo. Todas as configurações avançadas do sistema, estão em um lugar só, o YaST.

O YaST GUI lembra muito o painel de controle do MATE mas as similaridades param por aí, porque o YaST foi também pensado para usar por linha de comando caso queira instalar o openSUSE como servidor. Então a interface gráfica apenas coloca de forma prática o que o YaST por linha de comando já faz. Por ele, você pode configurar o sistema por completo. Aqui vai um screenshot com a lista do que o YaST permite fazer por padrão, sem incluir os plugins:

O YaST é o mesmo em todas as versões, incluindo se escolher um Desktop Environment diferente.

Agora sobre os repositórios, existem três principais dentre os oficiais. O OSS (Open Source Software), Non-OSS (Proprietary Software) e o repositório da versão (Leap ou Tumbleweed). Também existem os repositórios para Debug e Source nos oficiais e o openSUSE Software também permite usuários criarem os próprios repositórios, sendo algo parecido com os PPAs do Ubuntu até certo ponto. Também existe a possibilidade de dar build em pacotes antes de serem disponibilizados nos repositórios dos usuários, algo similar ao AUR do Archlinux mas sendo feito na nuvem ao invéz de localmente, usando o openSUSE Build Service.

Porém, tome cuidado com os repositórios dos usuários. Muitos deles possuem pacotes com versões diferentes das dos repositórios oficiais, o que pode trazer pacotes instáveis ou incompatíveis, resultando em instabilidade do sistema. Recomendo dar uma olhada em de onde os pacotes serão puxados nas atualizações do sistema, para ver se estão vindo de onde você quer, seja dos repositórios oficiais ou dos usuários. Caso seja pedido um Vendor Change (mudança de provedor) durante a atualização de um pacote, verifique qual vai ser a versão baixada. Muitas vezes pode ser que haja um downgrade de versão ao invés de um update. Caso seja necessário, é possível travar a versão de um determinado pacote até que uma atualização manual dele seja feita.

Agora sobre os spins baseados no Leap e Tumbleweed, dois notáveis são o openSUSE Argon e openSUSE Krypton, que são comparáveis ao KDE Neon Unstable mas usando a base do openSUSE Leap no caso do Argon, e do Tumbleweed no caso do Krypton. É outra forma de testar o mais recente do mundo KDE fora da base Ubuntu.

Outra curiosidade é que, o openSUSE é comparável ao CentOS em propósito. O CentOS usa a base Red Hat Enterprise Linux enquanto o openSUSE Leap usa a base SUSE Linux Enterprise. Definitivamente vale a pena testar, tanto como Desktop como Servidor.

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