A última fase da guerra do desktop

Gostaria de compartilhar um atigo com vocês, intitulado “The Last Phase of Desktop Wars”. O assunto é meio batido, mas achei interessante e válido de compartilhar, ainda que muito do que ele fale já esteja alcançando algum consenso na comunidade.

Tomei a liberdade de fazer uma tradução livre do artigo, pra quem estiver em dificuldades com o inglês. Usei o deepl.com e fiz uma revisão rápida, então se houverem sugestões me avisem que eu edito o texto:

"Última fase da guerra do desktop?
Publicado em 2020-09-25 por admin

Os dois desenvolvimentos mais intrigantes na recente evolução do sistema operacional Microsoft Windows são o Subsistema Windows para Linux (WSL) e a portabilidade do seu navegador Microsoft Edge para o Ubuntu.

Para aqueles que não se mantêm a par, o WSL permite que os binários Linux não modificados funcionem sob Windows 10. Sem emulação, sem camada de virtualização, eles apenas carregam e funcionam.

Os programadores da Microsoft estão agora introduzindo funcionalidades no kernel do Linux para melhorar a WSL. E isso aponta para uma direcção técnica fascinante. Para compreender porquê, precisamos de reparar como o fluxo de receitas da Microsoft mudou desde o lançamento do seu serviço na nuvem em 2010.

Dez anos mais tarde, Azure faz a maior parte do dinheiro da Microsoft. O monopólio do Windows tornou-se um “produto menor”, com as vendas de PCs convencionais de mesa (o único mercado que domina) diminuindo. Consequentemente, o retorno do investimento no desenvolvimento do Windows também está diminuindo. À medida que o volume de vendas de PCs continua a cair, vai inevitavelmente deixar de ser um centro de lucro e transformar-se num estorvo para o negócio.

Olhado do ponto de vista da maximização do lucro a sangue frio, isto significa que a continuação do desenvolvimento do Windows é uma coisa que a Microsoft preferiria não fazer. Em vez disso, fariam melhor em colocar mais investimento de capital no Azure - que se diz amplamente que hoje em dia está rodam mais instâncias Linux do que o Windows.

O nosso terceiro ingrediente é o Proton. Proton é a camada de emulação que permite que os jogos Windows distribuídos no Steam rodem sobre o Linux. Ainda não é perfeito, mas está próximo. Eu próprio o utilizo para jogar World of Warships.

O problema dos jogos é que eles são o teste de stress mais exigente possível para uma camada de emulação do Windows, muito mais do que o software empresarial. Podemos já estar no ponto em que a tecnologia Proton é boa o suficiente para executar software empresarial Windows sobre Linux. Senão imediatamente, em breve.

Portanto, é um estrategia empresarial da Microsoft. Qual é o caminho para a maximização do lucro, tendo em conta todos estes fatores?

É isto: Microsoft Windows torna-se uma camada de emulação tipo Proton sobre um kernel Linux, com a camada tornando-se mais fina com o tempo à medida que o suporte chega no código-fonte do kernel principal. O motivo econômico é que a Microsoft gasta uma fração cada vez maior dos seus custos de desenvolvimento, já que cada vez menos tem de ser feito internamente.

Se você pensa que isto é fantasia, pense novamente. A melhor prova de que já é o plano é que a Microsoft portou o Edge para rodar sob Linux. Só há uma forma que faz algum sentido, e que é como uma execução experimental para libertar o resto do conjunto de utilitários do Windows de depender de qualquer camada de emulação.

Portanto, o estado final em que tudo isto se encontra é: O novo Windows é sobretudo um kernel Linux, há uma emulação do antigo Windows sobre ele, mas Edge e o resto dos utilitários do Windows não utilizam a emulação. A camada de emulação estara lá para jogos e outro software legado de terceiros.

A pressão econômica será exercida sobre a Microsoft para depreciar a camada de emulação. Em parte porque é inteiramente um ralo de dinheiro. Em parte porque eles querem reduzir o custo de complexidade de executar o Azure. Cada incremento da convergência do Windows/Linux ajuda com isso - reduz a administração e o volume esperado de tráfego de suporte.

Eventualmente, a Microsoft anunciará o fim de vida próximo na emulação do Windows. O próprio sistema operacional, e as suas ferramentas no espaço do usuário, já é há algum tempo Linux sob uma interface de usuário do velho Windows cuidadosamente preservada. Os fornecedores de software de terceiros deixam de enviar binários do Windows em favor dos binários ELF com uma API Linux pura…

…e o Linux ganha finalmente a guerra dos desktops, não substituindo o Windows, mas cooptando-o. Talvez fosse sempre assim que tinha de ser."

Traduzido com a versão gratuita do tradutor - www.DeepL.com/Translator

tl;dr: O linux ganha a guerra dos desktops cooptando o windows através do WSL, Proton, etc.

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O kernel Linux ganha sobre o kernel NT, mas… não pões fim a guerra

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Talvez vamos vencer, mas a que custo?

Mesmo que a Microsoft jogue fora e com vontade sua expertise em Windows NT, que por si só é duvidoso, dificilmente o Microsoft Linux com Wine baseado no código fonte oficial do Windows ia oferecer o grau de controle ao usuário que no fim é a principal vantagem do Linux.

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Eu concordo em parte com você. O esquema da Microsoft é ganhar dinheiro, e atualmente o dinheiro está na nuvem (parece que a Microsoft faturou um alto contrato com o departamento de defesa norte-americano para viabilizar a infra de nuvem deles) e aparentemente no Xbox, com base nos novos consoles e na compra da Bethesda.Eu também não acredito no fim do Windows totalmente, mas um futuro windows utilizando um kernel linux como nos vimos no inicio do android, usando wine e proton me parece plausível.

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Esse artigo é para fanboy de Linux de ver. A Microsoft tem muitos motivos para manter o desenvolvimento do Windows, o principal é que uma indústria de jogos depende dele, o uso empresarial ainda é uma importante fonte de renda. A Microsoft colocou o Linux dentro do sistema para trazer desenvolvedores para o sistema. Ao invés de instalar Linux, instale Windows e use Linux dentro dele. Já vi comentários de usuários que abandonaram Debian para usar o WSL. Achar que a Microsoft vai abandonar anos de desenvolvimento em prol do Linux é uma ilusão. Linux tem muitos defeitos a serem arrumados antes de ter qualquer chance contra Windows. Só para ter uma noção, na Steam, apesar dos investimentos em Linux, o número de usuários não passa de 1%, 95% usa Windows.

Acreditar que a Microsoft vai abandonar o Windows em favor do Linux é a mesma coisa que acreditar que a Apple vai abandonar o iOS em favor do Android, isso é ilusão de fanboy.

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Não estou dizendo que nada vai acontecer, mas e se: A Microsoft conseguir manter toda essa compatibilidade sobre um core do sistema open source (como apple faz, só que ao invés de BSD, ser Linux), economizando no desenvolvimento e parte da segurança e mantendo os clientes? É uma especulação divertida de se fazer, talvez eu faça um vídeo sobre isso. :slight_smile:

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É mais fácil fazer um sistema do zero do que mudar o sistema já existente. Acho válido um vídeo disso :slight_smile:

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Será? Por exemplo, existe um rumor de que a Apple possa começar a deixar de lado o MacOS em favor de um iOS mais parrudo para ser o sistema operacional de todas as suas linhas, desde relógios até workstations. Quem aposta nesse boato aponta as poucas mudanças do MacOS 11 e o fato de a sua interface estar mais parecida com a interface do iOS, como se fosse uma espécie de “balão de ensaio” para uma mudança dessas.

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Muito bom esse artigo, de todos artigos que já li este é o que tem o pensamento mais parecido com o meu!

Desde que o Satya Nadella falou que a Microsoft ama o Linux e com o surgimento do WSL no Windows, sempre comento na minha empresa que um dia o Windows vai rodar sobre o Kernel Linux, eu acredito nisso e acho que isto está cada vez mais próximo!

PS: O Steve Ballmer era um câncer na Microsoft, parafraseando o próprio! :joy:

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Guerra criada por pessoas…
Nunca houve uma competição na pratica, Linux não disputa desktop desde que a canonical largou muito investimento de lado… Hj a Microsoft esta so unindo ferramentas no sistema independente de quais são elas
Infelizmente quem fez o artigo e só um fanboy sem noção base do mercado(não inclinando pro lado de quem fez o post aqui…)

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A Microsoft quer engolir o Linux.

Essa ideia de guerra eterna entre Linux e Windows é contraproducente, e mais do que isso, é não entender o que Windows e Linux são, Windows e Linux são duas ferramentas diferentes, moldadas pelos interesses dos criadores dessas ferramentas e os usuários delas; Pra mim, são diferentes como uma marreta e um martelo, parecem similares, e podem desempenhar algumas funções em ambas ferramentas, mas seu uso geral é diferente. Essa diferença é o que faz ser válido usar ambos.

Fora isso, uma manobra dessas, um Windows que é um kernel Linux com emulação do antigo Windows, é basicamente contrário a tudo que a Microsoft vem fazendo desde sempre. Tem um motivo de você não poder criar uma pasta de nome CON no Windows, é porque todo Windows é feito para ser compatível com o Windows anterior, e isso é o trade-off constante do Windows, novidade e compatibilidade. Não faz sentido quebrar essa compatibilidade agora.

E vale lembrar, a base do argumento, de que o volume de vendas de PCs continuará a cair pra sempre, não é verdadeira (vale lembrar que esse ano teve uma queda, mas esse ano é muito atípico). E que mesmo que seja verdade, os smartphones mostram que SaaS (Software as a Service) é o que as empresas fazem, por isso o Google e a Apple controlam o lucro do setor. Então, faz mais sentido um Windows com serviços. E é isso que a Microsoft está fazendo, com o OneDrive, Office, Xbox game pass, etc.

tl;dr: Essa guerra de desktops é um conceito que fundamentalmente não entende o que é Linux e o que é Windows. E a Microsoft continuará com sua estratégia atual de SaaS.

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Nem com a canonical, o ubuntu competia no desktop pessoal lá no começo (versão 4)

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Poxa naquela epoca achei ainda tinha uma chance kkkkkkkk o mercado movimentou bem pro linux naquela epoca

Justamente pelo investimento no Azure, que eu acho que isso vai acontecer de outra forma.

Pelo menos para as massas, a ideia é oferecer um SO totalmente em nuvem, da qual no máximo você vai usar uma tela e dispositivos de entrada. Talvez nem isso, com os sistemas de reconhecimento de fala mais apurados.

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Eu gostei da matéria, mas acho a expressão “guerra” forte demais.

O próprio Linus afirmou tempos atrás que “O Kernel Linux nunca teve como objetivo disputar com Windows”, inclusive, o Linux for Desktop surgiu como uma alternativa para atender um certo nicho de usuários.

Quem alimenta essa ideia de “guerra do desktop” são os próprios usuários, emocionados com suas distribuições rsrs

Posso estar sendo muito ingênuo, mas se existe uma guerra de desktop, essa guerra está mais para Windows e Mac OS.

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Pensando de forma fria, o linux, apesar de ter sido desenvolvido em um desktop sem maiores pretensões sempre teve maior êxito no mercado de infraestrutura. O desktop diante disso é realmente secundário. A gente vê muita gente criticando uma distro ou outra por não darem atenção ao desktop Linux, mas a gente esquece que o dinheiro neste mercado está na maior parte na infra, nos servidores e outros equipamentos.
Em minha humilde opinião, o que poderia mudar nesse aspecto é o mercado de games, no entanto, quando a gente compara o preço de um computador capaz de rodar jogos com um console, no longo prazo os consoles acabam valendo mais a pena, apesar de eu não abrir mão da interface teclado-mouse para jogar :grinning:

Microsoft publica seus lucros a cada trimestre. Resumindo separam em 3 áreas:

  • Azure (Nuvem…)
  • Produtividade e Processos de Negócios (Office…)
  • Computação pessoal (Windows…)

Os lucros estão nessa mesma ordem. Já tem muito tempo que Windows não é a fonte principal (apesar de certo equilibrio entre as 3 áreas).

Na minha opinião por isso justamente estão investindo mais no Windows. Ele nunca caminhou e desenvolveu tanto tão rápido. Poucos anos atrás tudo era um processo moroso demais.

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Agora o Eric Raymond acha que faria sentido um Windows baseado em Linux. Ele é aquele típico fanboy que acha que Linux é superior em tudo e que um dia a Microsoft se renderia ao Linux. A Microsoft vê Linux como uma ferramenta de desenvolvimento apenas, por isso colocou dentro do Windows.

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Assim, faz mais sentido contábil, você pode cortar muito custo relacionado ao desenvolvimento do Windows, uma vez que a API do Linux é estável e o Linux é licenciado sob GPL, uma vez feita uma ponte entre ELF e MZ essa ponte poderia ser mantida em hard maintenance com correções pontuais e todo o foco se recai sobre o Linux, o custo do Windows cair drasticamente (aumentando o Lucro) ao mesmo tempo que fortaleceria a base do que da lucro, só vai faltar o Xbox