A numeração das versões do *ubuntu é uma coisa revolucionária na minha opinião

A ponto que estou usando esse sistema nos meus projetos que não mais estão em fase alfa.

Pra quem não entendeu, é que em vez de seguir o sistema tradicional de numerar as versões somando mais um a cada versão (por exemplo: Mageia 5, Mageia 6, Mageia7 e por aí vai), é a data que define a versão do projeto. Por exemplo, o *ubuntu 19.10 é a versão de outubro de 2019.

Não sei se esse sistema de numeração nasceu com o *ubuntu, mas foi com esse projeto que o conheci. O problema do sistema tradicional é que você nunca sabe se aquela versão é nova ou não, se eu postar a .iso da distribuição Linux fictícia chamada “Rasolar 8”, você não tem como saber se essa versão é de 2020 ou qualquer outro ano anterior como 2004 ou 1996 a não ser que você pesquise na internet. Já no caso do *ubuntu, você bate o olho na numeração e já sabe se aquela versão é nova ou não.

O único suposto ponto negativo é no caso dessa numeração ser usada na virada de um século. Vamos supor que o projeto *ubuntu dure mais 100 anos (é claro que realisticamente isso não vai acontecer, mas vamos viajar um pouco para testar este suposto problema), em abril de 2120 seria lançada a versão 20.04, mas realisticamente as pessoas dificilmente se confundiriam, primeiro porque a versão de 2020 não estaria em evidência e as pessoas logo veriam a diferença só pelo tamanho da .iso. Trazendo esse sistema pro mundo real, ninguém pensa que o Windows 98 é mais novo que o Windows 10 só porque este primeiro tem a numeração maior; ou seja, mesmo que o *ubuntu existisse desde os anos 90, todo mundo saberia que o *ubuntu 98.04 seria mais antigo que o *ubuntu 20.04 por conta do contexto. Se bem que toda essa ambiguidade vai embora se você por o ano inteiro, como por exemplo *ubuntu 2019.10, mas não sei se essa numeração seria muito bonita. De qualquer forma, só quis tentar provar neste parágrafo que não creio haver pontos negativos realistas para esse tipo de versionamento.

Qual é a opinião de vocês? Foi a Canonical que criou este tipo de versionamento ou isto nasceu em outro projeto (quando me refiro a projeto, é num sentido amplo, não se limitando a sistemas operacionais)?

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Eu preferiria sem dúvidas que a numeração fosse completa, parecida com a que é usada no Kali Linux, porém neste há a diferença que ele segue apenas o ano, mas não segue o mês. Por exemplo, o Kali Linux 2019.04 foi lançado em novembro.
Acho que Ubuntu 2020.04 seria bem melhor e já resolveria todo e qualquer problema de ambiguidade e/ou dúvida que poderíamos vir a ter.

De fato, mas também é necessário levar em conta o fator apresentação. Ubuntu 20.04 ou apenas Ubuntu 20 é muito mais apresentável do que Ubuntu 2020.04

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Em 1995 a microsoft lançou o Windows 95. Em 98 ela lançou o Windows 98. Essa linha do Windows para o mercado doméstico afundou depois do Window ME (Millennium Edition), que foi lançado em 2000.

No debian há repositórios oldstable, stable, testing e sid. O versionamento é apenas um escorregamento de um repositório testing para stable.

No OpenSUSE Tumbleweed é legal que a versão é a data. Então se lançarem uma atualização hoje será a 20200316, o que faz sentido em um sistema rolling release.

No Gentoo há o profile, que é um conjunto de diretivas de compilação que formam a base do sistema. São numeradas de acordo com o ano (tinha a 15, e agora está na 17). Elas são atualizadas a qualquer hora conforme os desenvolvedores marcam versões como estáveis e costuma-se pegar snapshots do dia anterior para atualização do sistema. Então poderia dizer que é rolling release com versionamento diário também.

Acho que a data e versão estão sempre disputando as preferências dos desenvolvedores. Como opinião pessoal, acho que quando a computação estava menos desenvolvida, novas versões eram mais utilizadas pois havia grandes saltos nos projetos. Fazia sentido dissociar a imagem de uma versão da sua sucessora pois era completamente diferente. Atualmente me parece que estamos chegando numa maturidade dos sistemas operacionais, onde fica difícil distinguir entre as versões. Faz sentido agora manter versionamento anual, pois é apenas para indicar se a imagem é antiga ou nova.

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