5 Armadilhas do LINUX que DESTROEM seu TEMPO!

Vendo esse vídeo do Diolinux, me identifiquei muito com a parte: “Você está funcionando muito bem! Vou formatar” :sweat_smile:

Por que a liberdade do Linux às vezes é uma frustração e fonte de ansiedade?

Algumas armadilhas:

  1. A formatação compulsiva (distro hopping);

  2. O mito do software compilado e da performance;

  3. Trocar de distro sem um propósito claro;

  4. A customização estética obsessiva;

  5. O erro de tentar consertar o que não está quebrado.

E algumas reflexões:

  • Como usar seu conhecimento para algo realmente útil?

  • Quando “perder tempo” vale a pena?

  • Sua ferramenta serve a você ou você serve a ela?

Algumas vezes estou com o sistema maravilhoso, configurado exatamente do jeito que preciso, mas aí surgem aqueles pensamentos intrusivos e eu faço as cagadas. :sweat_smile:

Vejo um tópico ou uma notícia dizendo que o KDE Plasma está ótimo e penso: “Vou formatar para testar!”

No início gosto bastante, mas, depois de um tempo, começo a implicar com a agenda quadrada e feia, com os loadings ao abrir os programas, com aquelas imagens que aparecem nas pastas do Dolphin…

Então vejo uma notícia dizendo que o GNOME está super otimizado e lá vou eu novamente.

De início, tudo muito bonito, lindo e rápido… mas, em pouco tempo, lembro por que não gosto do GNOME: aquele fluxo de trabalho que me obriga a passar pelo menu para fazer algumas coisas.

“Ah! Mas isso resolve com extensão.”

Bom, sempre acaba ficando alguma coisa que me desagrada. Pode ser iniciar na visão de atividades, alguma extensão que não funciona corretamente na nova versão do GNOME ou simplesmente algum detalhe do fluxo de trabalho.

Outras vezes penso:

“Hmm… esse jogo está demorando muito para abrir. Será que em uma distro gamer vai melhorar?”

Resultado: mais frustração. Tempos de boot maiores, serviços que não utilizo e, no final, praticamente o mesmo desempenho nos jogos.

Por fim, volto para o Debian, faço uma instalação mínima e deixo tudo novamente do jeito que estava.

Ainda bem que tenho um backup bem feito dos meus arquivos. :sweat_smile:

Mas depois olho para trás e vejo quanto tempo perdi — muitas vezes sacrificando até algumas horas de sono — simplesmente porque o sistema que eu tinha já estava funcionando perfeitamente.

Talvez esse seja um dos paradoxos da liberdade no Linux: ter tantas possibilidades que às vezes acabamos criando problemas que não existiam.

Gostaria de saber de vocês: também passam por isso ou conseguiram superar essas armadilhas?

Deixem seus comentários.

Abrass! :penguin:

Esse negócio de “formatar”, só me lembra o velho Windows – que ia se entupindo, e ficando lento, e as pessoas que eu conhecia (nenhuma, de TI), só viam 1 remédio: – “Zerar & reinstalar”.

Lembro (e tenho anotações) que, naquela época, “reinstalar Windows” era uma pequena maratona: – Vários reboots… em seguida, vários CDs, 1 para cada componente de hardware, e vários para cada software ou suíte. – Levava várias horas, às vezes 2 dias, e até mais.

Do Kurumin, instalei o 5 – e depois de alguns meses “formatei” para instalar o 7.

Quando montei um PC melhor, em 2009, ainda instalei o Windows – mas fiz logo 2 partições para Linux. – Instalei numa partição o Kubuntu “principal” (sagrado, intocável) – e na outra partição fiquei alguns anos instalando / experimentando várias distros: – Debian, Mint (Xfce, MATE, Cinnamon), Big Linux, BR Linux etc.

Com isso, minha distro “principal”, o Kubuntu, ficava “a salvo” dessas “tempestades repentinas”.

Até hoje, é assim – com “até” 12 distros em dualboot:

     Distro     Installed
     ------     ---------
01 - openSUSE   2020-01-11  16:55
02 - Arch       2020-04-15  11:56
03 - Debian     2020-03-24  10:51
04 - Fedora     2020-01-12  17:40
06 - PCLinuxOS  2021-08-09  19:37
07 - Mageia     2020-07-02  19:49
09 - Void       2020-07-13  10:45
11 - Artix      2026-04-07  14:22
12 - MX Linux   2026-01-18  17:36

Dessas 9, pelo menos 6 estão instaladas desde 2020.

O PCLinuxOS foi a primeira que instalei no meu PC atual, em 11 Janeiro 2020, mas fiz alguma bobagem, que nunca consegui consertar, e reinstalei 1 ano e 7 meses depois.

O MX Linux não recomenda fazer upgrade de versão. – Isso não tem “suporte oficial”, até hoje (acho). – Por isso, reinstalo a cada nova versão.

  • Antigamente, eu também reinstalava o Mageia, a cada 2 anos – mas mudei para Cauldron (rolling release), e nunca mais tive esse trabalho.

Em todo caso, sempre preservo as partições /home – e com ela, 95% das configurações. – Uma vez, perdi uma /home, e apenas copiei a pasta pessoal de uma outra. – Isso poupa muito tempo e trabalho.

Enfim, o Artix instalei este ano, pela primeira vez – e até agora, está me atendendo muito bem, como substituto do Arch. – Mas o Arch continua lá! Toda semana, carrego, atualizo, e sei que continua Ok. Ontem mesmo, confirmei isso, mais uma vez.

É claro que ainda instalo outras distros, de vez em quando – pois ainda tenho 3 partições vazias (Linux5, Linux8, Linux10). – Ano passado, instalei Kubuntu, Mint, KDE Neon, só pra ver como estavam “atualmente” – e aproveitei para documentar mais alguns detalhes, que eu nunca tinha percebido antes.

Outro dia, tentei instalar o Slackware, não consegui – mas, nessa brincadeira, ele alterou o UUID da partição Swap, usada “em comum” por todas as distros. – Postei aqui no Fórum as anotações de como corrigi esse desastre.

E também faço várias experiências. – Só do PCLinuxOS, fiz meia-dúzia de instalações (nas partições não-usadas), nos últimos 2 anos – para documentar todas as mudanças, transições etc. pelas quais andou passando ultimamente – mudança para o KDE Plasma 6, novas ISOs, novo “instalador”, novo gerenciamento de pacotes, mudanças nos repositórios etc.

Essas datas podiam ser ainda mais antigas – se eu não tivesse optado por “recomeçar do zero”, ao montar meu PC atual (mudança de Bios Legacy / MBR para UEFI / GPT), no início de 2020.

  • Uso Debian Testing desde Outubro 2016
  • Instalei o openSUSE em Janeiro 2017
  • etc.

Uma forma de resolver o distro hopping é usar máquinas virtuais; faço muito isso. Sempre que aparece algo que me interessa ou atiça a curiosidade, crio uma VM para testar ou apenas ver como é. Mato minha curiosidade e não comprometo meu sistema principal.

Voltei pro Debian, dessa vez baixei a distro do Debian testing. fiz a expert install, já escolhendo as opções sytemD-boot, carregar apenas os módulos que a máquina usa, e habilitar os depósitos extras.

Gostei demais está bem rápido e resolveu os problemas que tem no Debian 13, compensou nessa parte.

Só sinto falta de uma instalação fácil de configurar o btrfs direitinho e habilitar o backup por snapshots.

Outra coisa que mudou que até que enfim aceitei de coração os pacotes Flatpacks. Eu ainda estava insistindo em usar Appimages. Mas a praticidade do Flatpacks me convenceu, criei um script para atualizar o sistema todo e pronto sem maiores preocupações.

O problema é quando testa na VM e gosta e dae da mais coragem pra instalar de verdade.

E olha que tenho outro PC velho aqui em casa era só instalar nele, mas e a preguiça de montar. :rofl:

Sei lá acho que também e o lance da adrenalina de estar usando na prática e ter que arrumar problemas para resolver, e depois se sentir realizado.

Um vício em passar sufoco, ou o tédio de estar tudo funcionando bem e não ter que fazer nada. Vai saber…

Destruir ou perder tempo sempre é relativo. É uma discussão que volta e meia eu me deparo, pois cada um terá o seu julgamento.

Se pararmos pra pensar o que é realmente útil, ou o que realmente é necessário, vamos chegar em coisas básicas: se alimentar, respirar, não morrer!!! Eu diria até que o computador, o celular e a própria internet é dispensável. Nem mesmo o dinheiro é essencial, afinal humanos viveram por centenas de milhares de anos sem dinheiro. Talvez aqui o leitor pense que eu sou maluco, mas eu que penso que, quem pensa isso, que é! Existe uma diferença entre o mundo real e o mundo que acreditamos ser real. Por mais que esses dois mundos se aproximem, nunca chegam a ser o mesmo. O mais comum é que eles sejam mundos que pouco se tocam…

No fim, parece tudo ser uma grande brincadeira, como quando você vê aquela foto de quando você tinha 15 anos e fica se perguntando quem era aquela pessoa. Dê uma boa gargalhada, lembre-se que o mundo que acredita ser real é uma ilusão! Volte respirar, tome um copo de água, e se preocupe com o quê você vai ter pra comer daqui a pouco, ou quando acordar amanhã. De resto, é tudo perda de tempo, ou como eu prefiro pensar, é alimento pra alma!

o arch ficou em cima do play do yotubiu

:joy:

Nossa.. isso me fez lembrar na era do K6-2 ao Sempron 2200+ em menos de 2 semanas eu fazia formatações compulsivas para colocar o Windows ME e o WinXP em dual boot na esperança de substituir versões antigas do sistema que nunca ficavam do jeito que eu queria kkkk
Ficar horas e horas configurando, instalando software, coloca CDs e tira CDs, várias reinicializações para no final descobrir que um certo driver não é compatível com o hardware voltando a estaca zero “vamos formatar…” o windows vista então… KKKKK
Escolher um sistema que faça realmente tudo realmente existe mas não é tão fácil encontrá-lo e sem contar o suporte LTS.

““Eu achava que a gasolina aditivada fazia o carro andar mais mas na verdade ela só limpa o motor””

Essa frase reflete as distros como conhecemos hoje, todas tem suas particularidades mas no final todas fazem a mesma função exceto a base arch. Antigamente eu separava as funções dos meus sistemas como o linux mint para jogos e aplicações 3D e o Peppermint para emulação, hoje é o Peppermint para todos os tipos de trabalho e o Windows 11 para certos tipos de programas e pronto não preciso de mais nada.
Para mim a era da formatação ““Acabou””

Bom.. é o que eu acho kkkkk

Imagina se colocar ali o Gentoo vai mais de 100O horas, Slack umas 900, Void umas 600, Alpine umas 700… :sweat_smile: :grimacing:

Eu acho difícil largar dessa mania de fuçar, tem otimizações realmente são compulsivas mas outras realmente fazem diferença. Ou talvez nem sejam otimizações em si, mas apenas uma limpeza de forma a evitar o desperdício de recursos com coisas que nunca vai usar.

Eu tenho deixado uma VM no meu server proxmox com passthrough de GPU (uma R7 240) que deixo pra testar algumas distros, até uso outra VM com essa mesma VGA como workstation.

Funciona igual baremetal e é muito mais fácil de ficar gerenciando. A única coisa que preciso deixar um monitor, um mouse e um teclado ligado no server, mas como deixo ele embaixo de uma escrivaninha é como se tivesse usando um desktop normal qualquer hehe.

Engraçado esse vídeo que acabei de formatar meu computador nesse final de semana e estava pensando que era só eu que fazia isso. Agora vejo que pelo menos não sou o único hahaha.

Até hoje se você for fórum de suporte da Microsoft, tem moderador lá que recomenda restaurar o sistema ou formatar para resolver coisas simples.

Ui eu já não formato há bué, só me lembra desde os tempos do windows :joy:

Até numa “fresh install” consegui recuperar a minha home intacta, já o software é que o tive instalar á lá pata !

Uai…

“fresh install” = Formatou!

Ok, mas é só o / (linux), a /home e as outras partições mantêm-se intactas

Eu sempre fui inquieto com distro, sempre gostava de testar coisa novas. Pensava: será que no Arch roda mais rápido? Ficava pensando nisso por algumas horas e criava um pendrive e formatada. Dava algum erro, testava outra e assim ia. Perdi muito tempo fazendo as configurações.

De uns meses para cá foco no que funciona, não no mais rápido.

A liberdade Linux chega ser engraçada.

Ah, está tudo funcionando 100% —> Agora vou formatar
Ah, está tudo quebrado —> Agora vou encontrar o problema sem formatar

Isso faz algum sentido pra você?

Pior que é bem isso mesmo! :rofl: :winking_face_with_tongue:

E quando resolve, formata e instala de novo só pra confirmar se fez certo :sweat_smile:

Olá,

Já passei muito por isso, ainda mais quando está a procura da distro perfeita, segundo a minha visão kkkkkk, passei por diversas distros, e sempre voltava para o Mint no final.

Até que parei de formatar o computador e instalei uma VM, e comecei a testar por ela, pensei a formatação acabou! :joy: Até que comecei a testar o Nix, testei ele por mais ou menos 1 mês, e instalei ele no meu computador kkkkkk, Sei mexer? Lógico que não! Mas esta sendo divertido!

Abraço!